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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sem Limites - Último Capítulo


Cena 1: Fazenda de Núbia/Interno/Noite
(Sônia e Núbia estão sentadas à mesa, jantando)
Núbia: Gostou do jantar, meu amorzinho?
Sônia: Sim, vovó. Vovó, por que a senhora está machucada?
Núbia: Eu caí, meu amor.
(Núbia ouve o carro da polícia e se assusta)
Sônia: O que foi, vovó?
(Núbia fica em silêncio)

Cena 2: Fazenda de Núbia/Externo/Noite
(O delegado pega um mega voz e anuncia)
Delegado: DONA NÚBIA MARCHIORI, NÃO QUEREMOS USAR A FORÇA BRUTA. PORTANTO, SE A SENHORA NÃO QUISER SE MACHUCAR, É MELHOR SAIR COM AS MÃOS PARA CIMA!

Cena 3: Fazenda de Núbia/Interno/Noite
Sônia: E agora, vovó, o que devemos fazer?
(Núbia a encara em silêncio)
Núbia: Nada, meu bebê. Iremos ficar aqui, quietinhas.
Sônia: Mas o moço disse pra senhora sair.
Núbia: Deve ser engano. Vamos fazer o seguinte, vamos para o quarto.
(Núbia e Sônia sobem as escadas)

Cena 4: Fazenda de Núbia/Externo/Noite
Eduarda: Ela não quis sair, invada logo a fazenda e acabe com isso!
Delegado: Calma. Mandarei um policial até lá!
(O delegado faz sinal para um policial, ele arromba a porta e entra na fazenda)

Cena 5: Fazenda de Núbia/Quarto de Núbia/Noite
Núbia: Vem comigo.
Sônia: Iremos embora?
Núbia: Sim, iremos para o celeiro!
(Ao sair do quarto, Núbia vê o policial. Ele está de costas para Núbia. Agilmente, ela pega a faca que estava guardada com ela, e fere o policial. Ele cai, morto)
Sônia: Vovó, você matou o policial?!
Núbia: Silêncio, vamos embora.
(Ela desce as escadas correndo, passa pelos fundos e entra no celeiro)

Cena 6: Fazenda de Núbia/Sala/Noite
(O delegado e mais dois policiais entra na fazenda. Mariana, Rodrigo, Eduarda e Ana também entram)
Delegado: Ela não está aqui!
Eduarda: Ai meu Deus, para onde será que aquela louca foi?
Rodrigo: Vamos revirar essa casa, talvez ela esteja escondida!
Delegado: E é isso que faremos, cada um para um lado!
(Eles se separaram e começam a revirar a casa)

Cena 7: Fazenda de Núbia/Celeiro/Noite
Sônia: Vovó Núbia, o que estamos fazendo aqui?
Núbia: Fique quietinha, para que ninguém possa nos ouvir.
Sônia: Estamos brincando de pique-esconde?
Núbia: Isso mesmo. Se alguém ouvir nossa voz e nos descobrir, iremos perder!
Sônia: Tudo bem, vovó. Ficarei quietinha!

Cena 8: Edifício Vieira/Apartamento de Thaís/Noite
(Genésio, Thaís, Sheila e Genaro estão no apartamento de Thaís. Comemorando)
Thaís: O meu casamento está pertinho!
Genésio: Amanhã iremos nos casar, nem acredito!
Thaís: Eu também não posso acreditar.
Sheila: E o melhor de tudo é que iremos nos casar no mesmo dia!
Genaro: Foi muito legal da parte do Padre aceitar casar dois casais no mesmo dia!
Sheila: Ele é um bom Padre. Foi com ele que os meus pais se casaram!
Genaro: E eles ainda estão casados?
Sheila: Sim, ele estão casados há mais de 40 anos!
Genaro: Quem sabe esse padre não dará sorte para nos quatro?
(Todos riem)
Thaís: Nos temos sorte desde que nos unimos.
Sheila: A Thaís tem razão!
Genaro: Fico tão feliz e emocionado por saber que a minha filhota vai se casar.
Thaís: E eu fico feliz por saber que o senhor vai se casar com quem ama.

Cena 9: Fazenda de Núbia/Sala/Noite
Delegado: Já reviramos toda a casa, nenhum vestígio da Núbia.
Rodrigo: É, ela sumiu mesmo!
Delegado: Sumiu e fez uma vítima!
Eduarda: Como assim?
Delegado: A Núbia matou o policial que estava a sua procura.
Ana: Meu Deus, essa mulher é louca!
Delegado: Eu e meus policiais iremos dar uma volta pela cidade, se ela fugiu, não foi muito longe!
Rodrigo: Tudo bem. Eu ficarei aqui.
Eduarda: Eu também.
Mariana e Ana: Nos também.
Delegado: Tomem muito cuidado, essa Núbia é muito perigosa!
Mariana: Tomaremos todo o cuidado necessário!
(O delegado sai da fazenda, os dois policiais o acompanham)

Cena 10: Cena da cidade de Minas Gerais, da noite para o dia. Ao som de “Popurri de Pandora” – Pandora

Cena 11: AMANHECE

Cena 12: Fazenda de Núbia/Sala/Manhã
(O delegado e seus policiais entram na fazenda)
Rodrigo: E aí, delegado, acharam alguma coisa?
Delegado: Nada! Mas eu deixei avisado para os moradores, se a Núbia for encontrada, será presa!
Ana: Eu acabei de pensar numa coisa!
Delegado: Diga!
Ana: Será que essa casa tem celeiro?
Eduarda: Como não pensamos nisso antes! Vamos ver.
(Todos saem casa em direção aos fundos. Eles encontram o celeiro)

Cena 13: Fazenda de Núbia/Fundos/Manhã
Delegado: Aí está o celeiro da casa! Vamos fazer o seguinte, ficaremos de olho nesse celeiro
(De repente eles ouvem a voz de Núbia)
Núbia: VOCÊS NUNCA VÃO ME PEGAR!
Eduarda: Vadia! Piranha! Saia dai, sua cachorra!
Núbia: Só saio daqui morta!
Rodrigo: Ao menos devolva a minha filha, mamãe.
Núbia: Rod... eu não posso! A Sônia vai me ajudar a sair daqui viva.
Sônia: MAMÃE! Me tira daqui!
Eduarda: Calma meu amor, irei te tirar dai.
Núbia: Não ouse se aproximar. Se você tentar invadir, eu mato a criança!
Rodrigo: Isso não, por favor, mãe!

Cena 14: Fazenda de Núbia/Celeiro/Interno/Manhã
Sônia: Vovó, me tira daqui. Eu quero ver a mamãe e o papai!
Núbia: Você quer sair mesmo?
Sônia: Sim, eu quero.
Núbia: Tudo bem, eu vou te soltar.
Sônia: Jura?! Eu te amo, vó Núbia!
Núbia: Eu também te amo, tudo o que eu fiz foi para o seu bem!
Sônia: A senhora virá comigo?
Núbia: Não vou poder. Se eu for contigo, a polícia vai me prender!
Sônia: Não vai, não. Eu peço para eles não te prenderem!
Núbia: Você é um anjinho.
Sônia: E você é a melhor vó do mundo.
Núbia: Antes de me sai, pode me dar um abraço?
Sônia: É claro que posso!
(Sônia abraça Núbia)
Núbia: Diga ao seu pai que eu o amo muito, e que sempre o amarei!
Sônia: Vou falar sim, vovó.
(Núbia abre a porta do celeiro, rapidamente Sônia vai embora. Núbia fecha o portão do Celeiro)

Cena 15: Fazenda de Núbia/Celeiro/Externo/Manhã
(Sônia corre para abraçar Eduarda. A mocinha abraça a filha fortemente)
Eduarda: Eu te amo, minha filha.
Sônia: Eu também te amo, mamãe.
Rodrigo: Meu bebê, meu amorzinho!
Sônia: Papai!
(Eles se abraçam)
Sônia: Papai, a vovó pediu para avisar que te ama muito, e sempre te amará!
(De repente eles olham para o celeiro e veem fumaça saindo de lá.

Cena 16: Fazenda de Núbia/Celeiro/Interno/Manhã
Núbia: Eu disse que ninguém ia me pegar!
(Núbia joga uma tocha com fogo no chão. Rapidamente o fogo toma conta de todo o celeiro. Minutos depois, ele explode)
Rodrigo: MÃAAAAAAAAAAAAAAAAE!
Eduarda: E lá se foi, definitivamente, Núbia Marhiori!
Mariana: Agora sim, vocês serão felizes para sempre!
(Todos se abraçam)

Cena 17: São Paulo/Igreja/Tarde
(A marcha nupcial toca, Thaís entra junto de Genésio. Atrás, Sheila e Genaro)
Padre: Irmãos, estamos aqui, reunidos, para realizar uma bela cerimônia! Iremos unir em matrimonio, Thaís Gonçalves e Genésio Moreira. Também iremos unir Sheila Vieira e Genaro Gomes. Irei dar início a cerimônia.

Cena 18: Mansão Marchiori/Sala/Tarde
(Sônia agora tem 15 anos. A casa está em festa, hoje será dia do segundo casamento de Eduarda e Rodrigo)
Sônia: Eu estou tão feliz por vocês.
Rodrigo: Obrigada, meu amor.
Eduarda: Você está linda, Sônia!
Sônia: A vovó que me ajudou a escolher.
Mariana: Modéstia a parte, eu tenho bom gosto!
(Todos riem)
Ana: Vamos logo, a igreja nos espera!

Cena 19: Igreja/Altar/Tarde
Padre: Eduarda Gimenez Marchiori, você aceita Rodrigo Gomes Marchiori como seu legítimo marido, para amá-lo e respeitá-lo, até que a morte os separe?
Eduarda: SIM!
Padre: Rodrigo Gomes Marchiori, você aceita Eduarda Gimenez Marchiori como sua legítima esposa, para amá-la e respeitá-la, até que a morte os separe?
Rodrigo: SIM.
Padre: Sendo assim, vos declaro marido e mulher. Podem se beijar.
(Rodrigo e Eduarda se beijam)
Ana: Esses casamentos me deixam emocionada!
Sônia: Eu estou super emocionada, titia.

Cena 20: Igreja/Saída/Tarde
(Eduarda e Rodrigo saem da igreja. Os convidados jogam arroz nos noivos. Sônia se aproxima deles)
Sônia: Eu desejo toda felicidade do mundo para vocês dois!
Eduarda: Obrigada, minha filhota.
(Eles se abraçam)

Cena 21: Igreja/Saída/Tarde
(Sheila sai da Igreja acompanhada de Genaro. Thaís sai acompanhada de Genésio)
Sheila: Enfim casados.
Genaro: Eu te amo, Sheila.
(Eles se beijam)
Genésio: Eu te amo, Thaís.
Thaís: Eu também, meu marido.
(Eles se beijam)

Cena 22: Igreja/Saída/Tarde
Eduarda: ATENÇÃO! Eu vou jogar o buquê.
(Todos se prepararam. Eduarda joga o buquê. Ele para nas mãos de Ana)
Ana: Somos os próximos, amor.
Daniel: Amém.
(Eles se beijam apaixonadamente. Eduarda e Rodrigo se direcionam ao carro. Eles entram nele e ficam em pé. Ambos acenam para os convidados, o carro parte)

Cena 23; Minas Gerais/Praça/Tarde
(Luíz e Carla, sua nova namorada, estão passeando pela praça. Ao lado deles, está Elaina, segurando seu netinho pelos braços)
Carmen: Olha lá o Luíz e a Carla.
Lília: O que tem eles dois, criatura?
Carmen: Mal se conheceram, noivaram e já tem filho!
Lília: E o que você tem haver com a vida deles?
Carmen: Nada! Até porque não sou fofoqueira.
Lília: Nos duas não somos!
(Elas olham para a câmera)
Ambas: Apenas compartilhamos os fatos!
(Em seguida piscam para o público)

CENA EXTRA:
Cena 24: Cancun/Hotel cinco estrelas/Noite
(Núbia está sentada a beira da piscina, tomando um Dry Martini)
Núbia: Pensaram que eu tinha morrido, né pobres?! PEGADINHA DA NÚBIA! Eu estou mais viva que nunca. Vou dizer para vocês como sobrevivi.

Cena 25: FLASHBACK/Cena não escrita/Fazenda de Núbia/Celeiro/Tarde
(Núbia acabara de jogar uma tocha como fogo no chão. O celeiro está em chamas)
Núbia: Uma banana para vocês!
(Núbia sai pelos fundos. Ela se esconde atrás de um bloco de feno. Passam-se horas. Ela entra em uma mata e sai na estrada, um carro quase a atropelado. Um homem, muito rico, sai do automóvel)
Homem: Me desculpe, o que posso fazer para ajuda-la?
(Núbia o encara)

Cena 26: Cancun/Hotel cinco estrelas/Noite
Núbia: Aí eu conheci esse ricaço, usei a minha beleza para seduzi-lo e cá estou eu. Linda, loira e rica novamente! Me despeço aqui, está na hora de ir jantar com o meu novo marido. Enquanto vocês sofrem aí, eu comemoro a vitória aqui!
(Núbia sai da beira da piscina e vai caminhado. Ela se encontra com seu novo marido, eles saem caminhando)

SUGESTÃO: Gancho final ao som de “La Glória” – Gotan Project.

FIM
Vem aí, de Maria Emma: “Amor Imperfeito”. Nesta segunda, às 19h30, na IPBQ.

AGRADECIMENTOS:
Agradeço à todos os leitores que tiraram uma parte do seu tempo para acompanhar a minha web-novela. Encontro vocês em breve, com outra história, outro enredo, tudo novo!
Com carinho, PillarKhoury.
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Sem Limites - Penúltimo Capítulo


Cena 1: Mansão Marchiori/Sala/Manhã
Eduarda: Cinco anos se passaram, e nada de notícias da minha filha!
Rodrigo: Eu estou muito triste.
Ana: Todos nós estamos, mas ainda tenho fé que iremos reencontrá-la!
Rodrigo: Tomara que a encontremos, Ana.
(A campainha toca, Mariana vai até a porta atender. É o detetive)
Detetive: Bom dia, dona Mariana.
Mariana: Bom dia, há que devo a honra da visita?
(Ele entra na casa)
Detetive: Eu tenho uma boa notícia. Na verdade, ela é ótima!
Eduarda: Tem haver coma minha filha?
Detetive: Sim.
Rodrigo: Por acaso você encontrou o paradeiro dela?
Detetive: Isso mesmo.
Eduarda: Eu não posso acreditar!
Detetive: Pois acredite. A sua filha está em Minas Gerais, ela está numa fazenda com Núbia!
Rodrigo: Que notícia perfeita! Vamos pra lá agora mesmo!
Detetive: E é isso que faremos.
Eduarda: Finalmente a Núbia vai pagar por todos os crimes!
(Foco na expressão de felicidade de Eduarda)
Cacau: Tomara que tudo dê certo, meu Deus. A Núbia tem que pagar por todos os crimes!

Cena 2: Edifício Vieira/Apartamento de Thaís/Manhã
(Thaís em seu apartamento, conversando com Sheila)
Thaís: Nem acredito que amanhã será o dia do meu casamento!
Sheila: Muito menos eu. E, em breve, eu me casarei com o seu pai!
Thaís: Estou mais feliz ainda.
Sheila: Ele tem sido tão fofo comigo.
Thaís: Ele também era assim com a minha mãe, eles se amavam muito.
Sheila: Eu ainda não sei como a sua mãe morreu.
Thaís: Ela sofreu um acidente de carro.
Sheila: Coitadinha.
Thaís: Até hoje sinto falta dela.
Sheila: Olha, eu sei que será impossível preencher o espaço que ela deixou, mas eu me esforçarei muito para ser uma boa mãe para você!
Thaís: Você vai ser uma ótima “boadrasta”.
(Ambas riem)
Thaís: Eu torço para que você e meu pai sejam muito felizes, vocês merecem!
Sheila: Eu desejo o mesmo para você e Genésio.
Thaís: Obrigada, querida. Bom, vamos até a loja comprar o meu vestido?
Sheila: Sim. Eu vou aproveitar para ver o meu!
Thaís: Eu farei questão de ajuda-la a escolher.
Sheila: E eu vou querer te ajudar a escolher o seu.
Thaís: Tudo bem.

Cena 3: Saída de São Paulo/Manhã
(O carro da polícia está indo na frente. Rodrigo, Eduarda, Mariana e Ana estão seguindo o carro da polícia)
Eduarda: Finalmente reencontraremos a nossa filha!
Rodrigo: Eu estou tão ansioso.
Mariana: Desta vez a Núbia pagará por todos seus crimes!
Eduarda: Finalmente chegou a hora de vê-la na cadeia!
Rodrigo: Em breve teremos a minha filha em meus braços.

Cena 4: Minas Gerais/Fazenda de Núbia/Manhã
Sônia: Vovó, posso ir brincar lá no quintal?
Núbia: É claro que pode, a vovó está preparando um delicioso almoço!
Sônia: Quando estiver pronto, me chama, vovó.
Núbia: É claro que chamarei.
(Sônia dá um beijinho na bochecha de Núbia e sai)
Núbia: Eu tenho a melhor neta desse país.
(A campainha toca. Núbia se assusta)
Núbia: Quem será?
(Ela se direciona a porta e abre. É Elaina)
Núbia: O que você está fazendo aqui?
Elaina: Não vai me convidar para entrar?
Núbia: Fala logo, o que você veio fazer aqui?
(Elaina entra na fazenda)
Núbia: Eu mandei você entrar?
Elaina: Quanta falta de educação, eu vim aqui te dar um presente.
Núbia: Não vai me dizer que você ainda fazer a política da boa vizinhança?
Elaina: Sim, o presente que te darei é inesquecível!
Núbia: O que é, velha?
Elaina: Isso aqui.
(Elaina dá uma bofetada em Núbia)
Núbia: Você ficou louca?
(Elas se encaram)

Cena 5: Casa de Bianca/Sala/Início da Tarde
(Bianca entra correndo na casa)
Alessandro: O que foi, minha filha?
Bianca: Eu tenho uma ótima notícia para vocês dois!
Flávia: Diga.
Bianca: Eu conclui o meu curso de medicina.
Alessandro: Que notícia maravilhosa! Fico tão feliz por você.
Flávia: Eu também.
Bianca: Sempre foi um sonho ser médica, e agora poderei!
Alessandro: Eu morro de orgulho de você, Bianca.
Flávia: Eu também.
Bianca: Isso soa como música aos meus ouvidos.
Alessandro: Ainda bem que você resolveu trilhar o caminho do bem.
Bianca: Eu sempre fui uma pessoa do bem.
Flávia: Acho que o seu pai está se referindo ao passado. Ele deve estar querendo falar do que você fez com a Priscila.
Bianca: Vamos esquecer o passado, o que passou, passou!
(Bianca, Alessandro e Flávia se abraçam)
Bianca: Eu amo vocês.
Alessandro: Nós também te amamos.

Cena 6: Fazenda de Núbia/Sala/Tarde
(Núbia tenta revidar a bofetada mas Elaina impede.)
Núbia: Velha maldita!
(Elaina dá outra bofetada em Núbia)
Núbia: Você perdeu a noção do perigo?
Elaina: Pelo contrário, eu estou em sã consciência!
Núbia: Se estivesse, não teria me dado duas bofetadas!
Elaina: A quantidade de bofetadas é o problema? Pois irei resolvê-lo agora mesmo!
(Elaina dá duas bofetadas em Núbia)
Núbia: CHEGA! PARA!
Elaina: O show só está começando!
(Núbia avança para cima de Elaina, mas é derrubada)
Elaina: Agora você vai aprender a deixar de ser má!
(Elaina sobe em cima de Núbia e lhe dá uma sequência de bofetadas)
Elaina: Essa é por ter incriminado o meu filho.
(Ela dá uma bofetada)
Elaina: E essa é por você ter roubado tudo o que eu tinha no passado!
(Outra bofetada)
Elaina: E essas aqui são por todas as vítimas que você fez!
(Ela dá várias bofetadas. O rosto de Núbia está vermelho, a boca da megera sangra)
Elaina: Pronto. Me sinto leve. Espero que você tenha aprendido a nunca mais mexer comigo!
(Elaina vai embora)
Núbia: MALDITA! VELHA DESGRAÇADA! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.

Cena 7: Loja de vestido de noivas/Interno/Tarde
(Thaís e Sheila entram na loja)
Atendente: No que posso ajuda-las?
Sheila: Eu vim acompanhar a minha filha, ela irá comprar um vestido de noiva.
Atendente: Me desculpe a intromissão, mas ela não é um pouco nova para ser sua filha?
Sheila: Você tem razão, ela não é minha filha de sangue.
Atendente: Ah, sim. Por favor, me acompanhem, tenho vestidos lindos ali!
(Thaís e Sheila a acompanham)

Cena 8: ANOITECE

Cena 9: Minas Gerais/Rua/Noite
(O carro da polícia passa a todo vapor, atrás, seguindo-o, está o carro de Rodrigo)
Lília: Ih, menina, o que será que está acontecendo?
Carmen: Ouvi dizer que o Juca matou a esposa!
Lília: Que babado!

Cena 10: Fazenda de Núbia/Externo/Noite
(O carro da polícia para, o de Rodrigo também. Eles descem do carro)
Rodrigo: Então é aqui que ela está morando?
Detetive: Sim.
Eduarda: Eu quero entrar lá, eu quero salvar a minha filha!
Delegado: Calma, mocinha, primeira iremos ver se ela irá se render!
Rodrigo: Conhecendo bem a minha mãe, ela não se entregará!

Cena 11: Fazenda de Núbia/Interno/Noite
(Sônia e Núbia estão sentadas à mesa, jantando)
Núbia: Gostou do jantar, meu amorzinho?
Sônia: Sim, vovó. Vovó, por que a senhora está machucada?
Núbia: Eu caí, meu amor.
(Núbia ouve o carro da polícia e se assusta)
Sônia: O que foi, vovó?
(Núbia fica em silêncio)

Cena 12: Fazenda de Núbia/Externo/Noite
(O delegado pega um mega voz e anuncia)
Delegado: DONA NÚBIA MARCHIORI, NÃO QUEREMOS USAR A FORÇA BRUTA. PORTANTO, SE A SENHORA NÃO QUISER SE MACHUCAR, É MELHOR SAIR COM AS MÃOS PARA CIMA!

Cena 13: Fazenda de Núbia/Interno/Noite
Sônia: E agora, vovó, o que devemos fazer?
(Núbia a encara em silêncio)

FIM DE CAPÍTULO

Vem aí, de Maria Emma: “Amor Imperfeito”. Nesta segunda, às 19h30, na IPBQ.
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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Sem Limites - Capítulo 48


Cena 1: Minas Gerais/Fazenda de Núbia/Interno/Noite
Núbia: Finalmente chegamos, meu bebê. Neste lugar ninguém irá nos encontrar! Eu te juro, aqui você vai crescer, aqui você vai aprender a ser uma Núbia Marchiori!
(Ela dá uma sequência de gargalhadas)
Núbia: Nossa, como essa fazenda está descuidada. Eu devia ter mantido um empregado aqui!
(Ela coloca a bebê sobre o sofá)
Núbia: Você é um anjinho, desde que saímos de São Paulo, você não chorou sequer uma vez! Isso vai me ajudar bastante a mantê-la em segredo.

Cena 2: Mansão Marchiori/Sala/Noite
Detetive: Agora que a história está explicada, fica mais fácil de compreender.
Eduarda: E com essas informações você vai conseguir encontrar a minha filha?
Detetive: Farei o possível. Outra coisa que ajudaria bastante, seria se vocês me dissessem onde ela tem residências.
Rodrigo: Além dessa mansão, temos um apartamento no Morumbi e o outro na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Detetive: Só tem essas?
Rodrigo: Sim.
Detetive: A primeira coisa que farei para tentar encontrar a filha de vocês dois será ir até essas residências.
Rodrigo: O senhor acha que ela pode estar escondida lá?
Detetive: Pode ser que sim, pode ser que não.
Eduarda: A única coisa que eu lhe peço, é que faça de tudo para encontrar a minha filha!
Detetive: E farei.
(Mariana se aproxima de Eduarda e a abraça)
Eduarda: Ai mamãe, isso me dói tanto.
Mariana: Fique tranquila, meu amor, iremos reencontra-la!
Eduarda: Será?
Mariana: Tenha fé em Deus. Enquanto você estava desaparecida, eu pedia todos os dias à Deus para que, um dia, eu pudesse reencontrá-la! E cá estou eu, abraça à minha filha.
Eduarda: Será que levaremos muito tempo para reencontra-la?
Mariana: Isso só Deus sabe!
Detetive: Fiquem sabendo que eu farei de tudo para encontra-la!
Cacau: Eu irei ajuda-los também.
Ana: Tive uma ideia!
Rodrigo: Qual, maninha?
Ana: Temos várias fotos da Sônia na máquina fotográfica, certo?
Rodrigo: Sim, certo.
Ana: Eu vou passa-las para o meu notebook e irei espalha-las pelas redes sociais.
Rodrigo: Isso nos ajudará bastante.
Cacau: E eu posso comunicar ao pessoal da antiga vila onde eu morava!
Eduarda: Isso nos ajudara bastante.
Detetive: Toda ajuda é necessária! Se Deus quiser, iremos reencontrar a Sônia.
Mariana: E Deus quer!

Cena 3: AMANHECE

Cena 4: Minas Gerais/Fazenda de Núbia/Sala/Manhã
(Núbia se direciona ao berço onde está Sônia)
Núbia: Bom dia, meu amor. Dormiu confortável no berço que pertencia ao Rodrigo? Espero que sim, ele estava guardado há tanto tempo...
(A bebê começa a chorar)
Núbia: Não chore, meu amorzinho. Você deve estar com fome... Eu vou comprar umas coisas para nós! Fique aqui, quietinha.
(Sônia para de chorar. Núbia sai da Fazenda, ela está vestida com uma roupa antiga, toda coberta)

Cena 5: Minas Gerais/Praça Pública/Manhã
(Lília e Carmen estão sentadas em uma mesa da praça, fofocando. Elas veem Núbia passar)
Carmen: Quem será aquela alí?
Lília: Eu fiquei sabendo dela ontem, mas não vou contar.
Carmen: Por quê? Conte logo!
Lília: Nem sob tortura! Vão sair dizendo por aí que sou fofoqueira...
Carmen: Para com isso, menina. Eu sei que você não é fofoqueira, nos somos a que menos fofocamos nessa cidade!
Lília: Tudo bem, vou contar.
Carmen: Fale logo!
Lília: Aquela esquisitona é uma mulher que fugiu do hospício.
Carmen: Jura?! Que babado! Me conta mais.
Lília: Ouvi as fofoqueiras da cidade comentarem que ela se chama Carla.
Carmen: E quem te contou que ela fugiu do hospício?
Lília: A Carola, aquela que trabalha no armazém do seu Juca!
Carmen: Como aquela mulher é fofoqueira! Por isso está solteirona!
Lília: Você não pode falar nada, você tem 70 anos na cara e está encalhada!
Carmen: Porque quero! Já recebi várias cantadas por aí.
Lília: Duvido muito!
Carmen: E você?
Lília: Vou bem, e você?
Carmen: Eu não quis dizer isso, quis dizer que você também está encalhada!
Lília: Você está redondamente enganada! Eu estou de luto pela morte do meu marido.
Carmen: Mas ele morreu há quase 25 anos!
Lília: Mulher decente é assim, fica de luto pela morte do marido até que a dela chegue!
Carmen: Vamos deixar isso de lado, fiquei sabendo de um babado!
Lília: Qual? Me conta!
Carmen: A Gabriela, filha da Joana, é fruto de um caso extraconjugal!
Lília: Que te contou isso?
Carmen: Ouvi as fofoqueiras dizerem!
Lília: Como esse povinho é fofoqueiro!
Carmen: Ainda bem que não somos assim, apenas compartilhamos os fatos.
Lília: Isso mesmo!

Cena 6: Armazém do Juca/Interno/Manhã
(Núbia está com uma cesta, ela coloca várias coisas dentro. Depois, se direciona ao caixa)
Juca: A senhora deseja mais alguma coisa?
Núbia: Se eu desejasse, teria pego. Apenas isso.
Juca: Tudo bem, o total é de trinta reais e cinquenta centavos.
Núbia: Aqui está.
(Núbia entrega o dinheiro para ele. Ao sair do armazém, ela esbarra em Luíz)
Núbia: Você não olha para onde anda?
(Ela levanta a cabeça e, assustada, encara Luíz)
Luíz: Me perdoe, dona.
(Núbia sai apressada. Luíz entra no armazém)
Luíz: Quem é aquela mulher?
Juca: É nova pela cidade. Mal educada que só!
Luíz: Estranho.
Juca: O quê?
Luíz: A voz dela é familiar.
Juca: Você a conhece?
Luíz: Provavelmente, não. Devo estar confundido ela com alguém!

Cena 7: Mansão Marchiori/Sala/Manhã
(Eduarda desce as escadas, é nítida sua expressão de tristeza)
Rodrigo: Bom dia, meu amor.
Eduarda: Infelizmente não posso desejar o mesmo.
Ana: Fique tranquila, Eduarda, iremos reecontrar a Sônia em breve!
Eduarda: Deus te ouça.
Mariana: Sente-se a mesa, coma algo.
Eduarda: Estou sem fome, mamãe.
Mariana: Coma, Eduarda. Se você ficar com fome, não poderá acompanhar as investigações de perto!
Eduarda: Tudo bem, irei comer algo.
Ana: A Cacau preparou um café da manhã delicioso.
Rodrigo: Você vai a faculdade hoje, Ana?
Ana: Não, eu avisei ao reitor sobre o ocorrido. Ele me liberou das aulas!
Rodrigo: Ainda bem. Eu vou ligar para a Fábrica, hoje não irei para lá.
Eduarda: Ainda bem.
CINCO ANOS DEPOIS

Cena 8: Fazenda de Núbia/Sala/Manhã
(Sônia acabara de entra na sala. Agora ela é uma criança saudável, com cinco anos)
Sônia: Tô cansada, vovó.
Núbia: Hoje você brincou muito, não é mesmo?
Sônia: Sim. Quando a mamãe e o papai virão me buscar?
Núbia: Os seus pais estão em uma viagem, a negócios.
Sônia: Ah, não tem problema. Eu gosto de ficar com a senhora!
Núbia: Ai que fofa. Vem cá, me dê um abraço!
(Elas se abraçam)
Sônia: Eu te amo, vovó.
Núbia: Eu também, meu bebê.

Cena 9: Mansão Marchiori/Sala/Manhã
Eduarda: Cinco anos se passaram, e nada de notícias da minha filha!
Rodrigo: Eu estou muito triste.
Ana: Todos nós estamos, mas ainda tenho fé que iremos reencontrá-la!
Rodrigo: Tomara que a encontremos, Ana.
(A campainha toca, Mariana vai até a porta atender. É o detetive)
Detetive: Bom dia, dona Mariana.
Mariana: Bom dia, há que devo a honra da visita?
(Ele entra na casa)
Detetive: Eu tenho uma boa notícia. Na verdade, ela é ótima!
Eduarda: Tem haver coma minha filha?
Detetive: Sim.
Rodrigo: Por acaso você encontrou o paradeiro dela?
Detetive: Isso mesmo.
Eduarda: Eu não posso acreditar!
Detetive: Pois acredite. A sua filha está em Minas Gerais, ela está numa fazenda com Núbia!
Rodrigo: Que notícia perfeita! Vamos pra lá agora mesmo!
Detetive: E é isso que faremos.
Eduarda: Finalmente a Núbia vai pagar por todos os crimes!
(Foco na expressão de felicidade de Eduarda)

FIM DE CAPÍTULO

Vem aí, de Maria Emma: “Amor Imperfeito”. Nesta segunda, às 19h30, na IPBQ.
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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Sem Limites - Capítulo 47


Cena 1: Mansão Marchiori/Sala/Noite
(Eduarda e Rodrigo entram na mansão)
Eduarda: Nossa, isso aqui estava tão escuro. Será que a Teresa esqueceu de acender as luzes?
(Ao acender a luz, Eduarda se depara com o corpo de Teresa estirado sobre o chão)
Rodrigo: Teresa?! Ai meu Deus.
(Ele se direciona ao corpo de Teresa)
Rodrigo: Ela está morta.
(Eduarda fica chocada)
Eduarda: Ai meu Deus.
Rodrigo: O que foi?
(Eduarda sobe as escadas correndo)
Eduarda: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
(Ela sai do quarto de Sônia)
Rodrigo: O que foi?
Eduarda: A nossa filha não está no quarto dela!
(Rodrigo fica chocado)
Rodrigo: Você tem certeza?
Eduarda: Absoluta!
Rodrigo: Calma, vamos revirar essa casa de cabeça para baixo! Eu procuro lá em cima, você por aqui.
(Nesse momento Cacau, a empregada, chega na sala)
Cacau: O que houve?
Rodrigo: A minha filha sumiu!
Cacau: O senhor está enganado.
Rodrigo: Como assim?
Cacau: A dona Marina levou a Sônia pra passear.
(Eduarda se aproxima de Cacau)
Eduarda: O quê?
Cacau: Isso mesmo. Ela disse que levaria a garota pra dar um volta, aí ela me pediu para ir ao supermercado comprar umas coisas.
Rodrigo: VOCÊ NÃO PODERIA TER FEITO ISSO!
Cacau: Por quê? Aquela senhora não é a irmã gêmea da Núbia?
Eduarda: A tudo que indica, ela é a própria Núbia. E se isso for verdade, a minha filha corre muito perigo!

Cena 2: Rua/Noite
(Núbia está andando com Sônia no colo)
Núbia: Olha, eu até poderia te jogar numa caçamba de lixo, como fez o Félix com a Ratinha. Mas como eu sou boa, e você é minha neta, eu vou te levar pra outro lugar!

Cena 3: Rodoviária/Plataforma/Noite
(Núbia está prestes a embarcar num ônibus rumo à Minas Gerais. Ela está com a pequena Sônia no colo. Ela entrega a passagem para um atendente. Em seguida, entra no ônibus)

Cena 4: Ônibus/Interno/Noite
(Uma moça senta-se ao lado de Núbia)
Moça: Que bebê linda, ela é sua filha?
Núbia: Sim.
Moça: E como ela se chama?
Núbia: Sô... Isabel! Isso, ela se chama Isabel!
Moça: Que coisinha fofa. Posso pegá-la um pouco?
Núbia: Não! Ela acabou de pegar no sono.
Moça: Tudo bem. Tenha uma boa viagem.
Núbia: Obrigada.

Cena 5: Mansão Marchiori/Sala/Noite
Eduarda: Meu Deus, eu não vou aguentar se a minha filha morrer!
Rodrigo: Fique tranquila, meu amor. A nossa bebê está bem!
Eduarda: E como você sabe?
Rodrigo: Se aquela mulher for mesmo a Núbia, ela não terá coragem de maltratá-la.
Eduarda: Por quê?
Rodrigo: A Sônia é nossa filha, minha filha!
Eduarda: E daí?
Rodrigo: A Núbia não teria coragem de maltratar a própria neta, ela sabe que aquela bebê é tudo para mim!
Eduarda: Você tem razão.
Cacau: Eu já acionei a polícia.
Rodrigo: E o que eles disseram?
Cacau: Infelizmente só podem começar a procurar a pequena Sônia dois dias após o desaparecimento!
Rodrigo: Ai que vergonha desse País! A minha filha tá correndo risco de vida e eles só vão começar a procurá-la dois dias após o sumiço.
Eduarda: Eu me lembrei de uma coisa!
Rodrigo: O quê?
Eduarda: Se lembra que a Mariana descobriu que eu era filha dela através de um detetive?
Rodrigo: Sim.
Eduarda: Então, eu posso pedir para ela que o constate sobre o sumiço da Sônia!
Rodrigo: Isso nos ajudaria bastante.
Eduarda: Eu vou ligar pra mamãe.
(Ela pega o celular, disca uns números e leva ao ouvido)
Eduarda: Alô, mamãe?
...

Cena 6: Café Mariana’s/Sala de Mariana/Noite
Mariana: Meu Deus, que horror! Eu irei ligar pra ele agora mesmo. Melhor, vou até a casa dele. Tchau meu amor, qualquer notícia nova, me mantenha informada.
(Nesse instante um empregado entra na sala)
Mariana: Você chegou em perfeita hora! Eu preciso sair urgentemente, você poderia cuidar do café para mim?
Empregado: Sim. Mas o que houve?
Mariana: A minha neta foi sequestrada.
Empregado: Que horror! Vá com Deus e boa sorte, estarei rezando para que você a reencontre.
Mariana: Obrigada.
(Ela sai da sala as pressas)
Empregado: Meu Deus, ajude a dona Mariana a recuperar a neta!

Cena 7: Casa do Detetive/Noite
(Mariana toca a campainha diversas vezes. O detetive atende)
Detetive: O que foi, dona Mariana?
Mariana: Eu preciso urgentemente da sua ajuda!
Detetive: Pois me diga no que posso ajuda-la.
Mariana: A minha neta foi sequestrada!
(Ele fica chocado)
Detetive: Coitada.
Mariana: Eu gostaria de saber se você vai poder me ajudar?
Detetive: Mas é claro que poderei. Façamos o seguinte, eu irei trocar de roupa e iremos em seguida para a sua casa!
Mariana: Melhor. Iremos para a casa da minha filha, ela vai poder te explicar detalhadamente!
Detetive: Melhor ainda, é que eu pensei que ela morasse com você!
Mariana: Vamos logo, detetive. Cada minuto que perdemos aqui, é um minuto que não vai voltar!

Cena 8: Mansão Marchiori/Sala/Noite
(Mariana e o detetive entra na mansão)
Rodrigo: Ainda bem que vocês chegaram!
Detetive: Vamos direto ao ponto. Me contem como tudo aconteceu!
Eduarda: Eu e Rodrigo saímos para jantar, quando voltamos, a empregada estava morta e a Sônia havia sumido!
Detetive: Mas como assim?
Cacau: Me perdoem a intromissão, mas eu sei de muitas coisas.
Detetive: Então conte!
Cacau: A Teresa era cumplice da Marina.
(Todos ficam chocados)
Rodrigo: Como assim?
Cacau: Pelo que sei, a Marina na verdade é a Núbia.
Detetive: E como você ficou sabendo?
Cacau: Eu ouvi uma conversa das duas.
Eduarda: E por que não nos avisou antes?
Cacau: Eu tentei, só que o celular de vocês estava fora de área!
Rodrigo: E por que inventou a história de que havia ido ao supermercado?
Cacau: Eu estava sem coragem para contar.
Detetive: Então quer dizer que essa Marina na verdade é a Núbia? Me contem isso direito, estou ficando confuso!
Rodrigo: Irei explicar detalhe por detalhe.
(A conversa segue fora de áudio)

Cena 9: Minas Gerais/Fazenda de Núbia/Interno/Noite
Núbia: Finalmente chegamos, meu bebê. Neste lugar ninguém irá nos encontrar! Eu te juro, aqui você vai crescer, aqui você vai aprender a ser uma Núbia Marchiori!
(Ela dá uma sequência de gargalhadas)

FIM DE CAPÍTULO

Vem aí, de Maria Emma: “Amor Imperfeito”. Nesta segunda, às 19h30, na IPBQ.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Sem Limites - Capítulo 46


Cena 1: Rua/Tarde
(Mariana e Eduarda estão dentro do carro)
Mariana: Ai que cabeça a minha.
Eduarda: O que foi?
Mariana: Esqueci o celular em casa.
Eduarda: Vamos voltar então.
Mariana: E é isso que farei.
(Ela dá a volta no carro e volta pra mansão. Minutos depois, ela chega na casa. Ela entra na Mansão)

Cena 2: Mansão Marchiori/Sala/Tarde
(Núbia está conversando com Teresa)
Núbia: Você entendeu, não é Teresa? Ninguém pode saber que eu sou a Núbia!
Mariana: O quê?
(Sem reação, Núbia se vira e encara Mariana)
Mariana: Você pode me explicar o que significa isso?
Núbia: Eu quis dizer que... eu quis dizer que...
Teresa: Deixa que eu conto. A Marina quis dizer que não quer ser confundida com a Núbia!
Núbia: Isso mesmo.
Teresa: Ela tem medo de ser acusada dos crimes cometidos por Núbia.
Mariana: Ah, sim. Me desculpe, Marina! Eu ouvi errado.
Núbia: Que isso, não precisa se desculpar.
Mariana: Eu vim apenas pegar o meu celular, ai está você.
(Ela pega o celular e vai embora)
Teresa: Essa foi por pouco!
Núbia: Obrigada por ter me salvado.
Teresa: Você está me devendo uma.
Núbia: Eu farei questão de pagá-la.
(Núbia a encara)

Cena 3: Minas Gerais/Casa de Elaina/Tarde
Elaina: Fico tão feliz por saber que você conseguiu um emprego.
Luíz: Eu também, mamãe. Finalmente poderei ajuda-la nas despesas da casa!
Elaina: Eu já disse pra você não se preocupar com isso.
Luíz: Eu sei, mãe. Mas é que eu me sinto um vagabundo não te ajudando!
Elaina: Mas você não é, meu amor. Quero que use o dinheiro somente para você!
Luíz: Façamos o seguinte, eu irei te ajudar com as contas. Farei questão de paga-las!
Elaina: Tudo bem. Eu aceito.
Luíz: E vou usar a outra parte para pagar a minha faculdade.
Elaina: Você vai voltar à faculdade?
Luíz: Sim. Eu resolvi dar seguimento.
Elaina: Que bom. Desde que você saiu daqui a sua matricula esteve trancada.
Luíz: Eu sei, por isso decidi retornar à faculdade.
Elaina: Eu tenho tanto orgulho de você.
Luíz: E eu de você, a senhora é uma mulher incrível.
(Eles se abraçam)

Cena 4: Café Mariana’s/Sala de Mariana/Tarde
Mariana: Tem uma coisa que está me intrigando desde cedo.
Eduarda: E o que é?
Mariana: Quando eu voltei à mansão, escutei a Marina conversando com a Teresa.
Eduarda: E o que isso tem de anormal?
Mariana: Eu ouvi a Marina dizer que ninguém poderia saber que ela é a Núbia.
Eduarda: Você deve ter entendido mal.
Mariana: Foi isso que a Teresa me disse.
Eduarda: Pois tire essa ideia da cabeça, a Núbia está morta!
Mariana: Sempre que isso me vem à cabeça, eu me lembro que ela está morta.
Eduarda: Bom, eu já vou.
Mariana: Mas já?! Você mal chegou!
Eduarda: Eu sei, é que quero passar na Fábrica. Vou convidar o Rodrigo para almoçar.
Mariana: Sendo assim, tudo bem! Vá com Deus, tenha um bom almoço.
Eduarda: Obrigada, mamãe.
(Elas se despedem com dois beijinhos no rosto)

Cena 5: Fábrica Marchiori/Sala de Rodrigo/Tarde
(Eduarda bate na porta e, em seguida, entra)
Eduarda: Boa tarde, meu amor.
Rodrigo: Boa tarde. Já até sei a que veio!
Eduarda: Então me diga!
Rodrigo: Veio me convidar para almoçar?
Eduarda: Isso mesmo. Vai aceitar dessa vez ou o trabalho vai interferir?
Rodrigo: Eu tenho poucas coisas para fazer, dessa vez aceitarei.
Eduarda: Então vamos.

Cena 6: Restaurante/Mesa de Rodrigo e Eduarda/Tarde
Eduarda: A mamãe me disse uma coisa esquecida.
Rodrigo: O quê?
Eduarda: Ela disse que a Marina, durante uma conversa com a Teresa, confessou ser a Núbia!
Rodrigo: Nossa, que paranoia! A minha mãe já morreu.
Eduarda: Isso que eu disse pra ela.
Rodrigo: E por acaso a Teresa falou algo a respeito?
Eduarda: Sim. A Teresa disse que ela ouviu mal!
Rodrigo: E a Teresa tem razão.
Eduarda: Eu fiquei preocupada com tudo isso, eu fiquei preocupada com a Sônia.
Rodrigo: Fique tranquila. A nossa filha está segura!
(O garçom chega até a mesa deles)
Garçom: Aqui está o pedido de vocês.
(Ele coloca a comida na mesa)
Eduarda: Obrigada.
(O garçom se retira)
Rodrigo: Vamos almoçar?!
Eduarda: Sim. A comida está com uma cara ótima!

Cena 7: Mansão Marchiori/Sala/Tarde
Núbia: Teresa, gostaria de tomar um Dry Martini?
Teresa: Sim.
Núbia: Um momento, vou pegar o nosso.
(Núbia se direciona às taças, ela coloca o Dry Martini. Aproveitando a distração de Teresa, ela coloca veneno na bebida da empregada)
Núbia: Aqui está.
(Ela entrega a taça à Teresa)
Teresa: Qual o propósito do brinde?
Núbia: Beba primeiro, depois te falo.
(Teresa bebe todo o conteúdo da taça)
Teresa: Me diga, qual é o proposito do brinde?
Núbia: A sua morte.
Teresa: O quê?
Núbia: Isso mesmo, a sua morte.
Teresa: Mas eu estou viva, vivíssima.
Núbia: Por pouco tempo, em breve o veneno surtirá efeito.
Teresa: Sua vagabunda! Como pôde me envenar?
Núbia: Você sabia demais, e o que eu vou fazer você não vai aprovar. E isso poderia custar a minha cabeça!
Teresa: O que você vai fazer?
Núbia: Vou levar a Sônia embora daqui!
Teresa: Não, eu não vou deixar.
(Teresa se direciona a escada, ela tenta bloquear Núbia)
Teresa: Daqui você não passa!
Núbia: Você está tão fraca quanto uma formiga.
(Teresa começa a sentir os efeitos do veneno. Ela cai no chão)
Teresa: Vagabunda. Eu... eu...
(Teresa morre)
Núbia: Sinto por você. Era questão de sobrevivência, ou eu te matava, ou eu ia pra cadeia!
(Núbia sobe as escadas e vai em direção ao quarto de Sônia)

Cena 8: ANOITECE

Cena 9: Mansão Marchiori/Sala/Noite
(Eduarda e Rodrigo entram na mansão)
Eduarda: Nossa, isso aqui estava tão escuro. Será que a Teresa esqueceu de acender as luzes?
(Ao acender a luz, Eduarda se depara com o corpo de Teresa estirado sobre o chão)
Rodrigo: Teresa?! Ai meu Deus.
(Ele se direciona ao corpo de Teresa)
Rodrigo: Ela está morta.
(Eduarda fica chocada)
Eduarda: Ai meu Deus.
Rodrigo: O que foi?
(Eduarda sobe as escadas correndo)
Eduarda: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
(Ela sai do quarto de Sônia)
Rodrigo: O que foi?
Eduarda: A nossa filha não está no quarto dela!
(Rodrigo fica chocado)

FIM DE CAPÍTULO

Vem aí, de Maria Emma: “Amor Imperfeito”. Nesta segunda, às 19h30, na IPBQ.

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Sem Limites - Capítulo 45


Cena 1: Mansão Marchiori/Sala/Noite
Ana: Ainda estou abalada por ter visto aquela mulher igual a mamãe.
Rodrigo: Eu estou perplexo. A mamãe nunca me disse nada sobre uma irmã gêmea!
Ana: Nem a você, nem a mim!
Eduarda: Essa história é um tanto que esquisita.
Ana: Tem razão.
(A campainha toca. Teresa se direciona a porta e vai atender)
Teresa: Dona Eduarda, tem visita.
(Núbia entra na mansão)
Núbia: Olá, queridos.
Eduarda: NÚBIA?!
Núbia: Não, queridinha, sou Marina Couto. Irmã gêmea de Núbia.
Ana: Desde que lhe vi desconfiei que você era a irmã gêmea da minha finada mãe!
Núbia: Eu te disse que não era a Núbia.
Rodrigo: Estou perplexo. A minha mãe nunca me contou de uma irmã gêmea!
Núbia: Ela sempre quis guardar isso em segredo.
Eduarda: Mas por quê?
Núbia: Ela sempre se sentiu injustiçada, sempre pensou que eu tinha mais coisas que ela.
Rodrigo: Mas isso não é motivo para tentar esconder a própria irmã!
Núbia: Você que pensa. Para Núbia, se eu aparecesse em público, se eu me enturmasse com os amigos dela, poderia tomar seu lugar!
Ana: Isso é a cara da Núbia. Você pode me responder uma coisa?
Núbia: Sim. Diga.
Ana: Como você conseguiu chegar aqui?
Núbia: Eu resolvi segui-la em segredo, assim que você saiu do shopping eu fui atrás! E, quando vi onde você morava, resolvi anotar o endereço para retornar. E cá estou eu.
Rodrigo: Olha, se a senhora quiser, pode morar conosco.
Núbia: Eu não posso aceitar, mal nos conhecemos.
Rodrigo: Por favor, aceite.
Núbia: Mas...
Ana: Sem mas, eu quero que você fique!
Núbia: Tudo bem.
Mariana: Eduarda, eu posso conversar com você rapidinho?
Eduarda: Claro, mamãe.
Mariana: Me acompanhe até a cozinha.
(Elas saem da sala em direção à cozinha)

Cena 2: Mansão Marchiori/Cozinha/Noite
Eduarda: O que foi, mamãe?
Mariana: Acho melhor você abrir os olhos com essa “irmã” da Núbia.
Eduarda: Por que, mamãe? Você acha que ela pode ser a própria Núbia?!
Mariana: Eu acho sim.
Eduarda: Mas a Núbia morreu naquele incêndio!
Mariana: Por acaso encontraram o corpo? Se não encontraram, a morte dela não pode ser confirmada!
Eduarda: Mamãe, ela morreu carbonizada! Tire essa ideia da cabeça, a Núbia está morta!
Mariana: Tudo bem, eu vou tentar esquecer disso. Mas é melhor prevenir do que remediar.

Cena 3: Cenas da cidade de São Paulo, da noite para o dia, ao som de “Começar de Novo” – Susana Vieira

Cena 4: AMANHECE

Cena 5: Mansão Marchiori/Sala de Jantar/Manhã
(Rodrigo, Eduarda, Ana, Mariana e a pequena Sônia estão sentadas à mesa. Núbia desce as escadas)
Núbia: Bom dia, queridinhos.
Rodrigo: Bom dia, Marina. Como passou a noite?
Núbia: Bem, muitíssimo confortável. O quarto de hóspedes é maravilhoso!
Rodrigo: Fico feliz por saber que você se sentiu bem nessa casa.
Núbia: Eu que fico feliz por saber que a Núbia deixou dois filhos maravilhosos.
Ana: Ela te contou que eu não sou filha dela, né?
Núbia: Não, ela não havia me contado. Há muitos anos eu e Núbia não nos falamos!
Ana: Pois agora você sabe.
Núbia: Eu estou surpresa. Me desculpe ter tocado no assunto.
Ana: Tudo bem. Você não tem culpa.
Rodrigo: Eu vou para a Fábrica.
Ana: E eu para a faculdade.
Eduarda: Eu vou ao café com a mamãe.
Núbia: Tenham todos um ótimo dia, amo vocês.
Eduarda: Teresa, você pode cuidar da Sônia? É claro que posso.
Teresa: É claro que posso, cuidarei dela com muito prazer.
(Todos saem da casa)
Teresa: Então você é a irmã gêmea da Núbia?
Núbia: Claro que não, e você sabe muito bem.
Teresa: Será que isso não vai dar problema pro meu lado?
Núbia: Deixa de ser frouxa, estando do meu lado nada pode dar errado!
Teresa: Assim eu espero.
Núbia: Eu vou subir para ver a minha neta.
(Núbia sobe as escadas e, na metade dela, para e olha pra trás)
Núbia: Bico fechado, se eu cair, você cai junto!
(Ela sobe as escadas)
Teresa: Essa mulher me dá medo!

Cena 6: Mansão Marchiori/Quarto de Sônia/Manhã
(Núbia entra no quarto e, em seguida, pega a bebê no colo)
Núbia: Que coisinha linda é você, puxou a beleza do lado da minha família. O seu papai é muito inda, também pudera, é meu filho!
(Ela dá uma sequência de gargalhadas)
Núbia: Eu vou te transformar em uma nova Núbia, uma Núbia mais ambiciosa e perversa. Quando eu partir, quero que você dê continuidade a desgraça na vida da Eduarda! Quero que você seja má, muito má! Promete que vai me ajudar?
(A bebê começa a rir)
Núbia: Vou levar isso como um sim.

Cena 7: Edifício Vieira/Apartamento de Sheila/Manhã
(Thaís toca a campainha do apartamento de Sheila. Em seguida, ela atende)
Thaís: Eu posso entrar?
Sheila: É claro que pode.
Thaís: Eu vim até aqui falar sobre o seu relacionamento com o meu pai.
Sheila: O quê? Você não o aprova?
Thaís: Pelo contrário, eu super aprovo. Você e meu pai nasceram um para o outro, merecem ser felizes!
Sheila: Ufa! Eu pensei que você fosse contra.
Thaís: Depois que começou a namorar com você, meu pai ficou mais feliz. Antes, ele ficava de mau humor o dia todo! Agora, ele vive feliz, sempre com um sorriso no rosto.
Sheila: Fico muito feliz por saber que mudei seu pai para melhor.
Thaís: Eu não vim aqui apenas para falar sobre meu pai, vim também para te convidar pro jantar de noivado que terá na minha casa.
Sheila: Você e o Genésio vão noivar?
Thaís: Sim. Você vai, né?!
Sheila: Mas é claro!

Cena 8: Rua/Tarde
(Mariana e Eduarda estão dentro do carro)
Mariana: Ai que cabeça a minha.
Eduarda: O que foi?
Mariana: Esqueci o celular em casa.
Eduarda: Vamos voltar então.
Mariana: E é isso que farei.
(Ela dá a volta no carro e volta pra mansão. Minutos depois, ela chega na casa. Ela entra na Mansão)

Cena 9: Mansão Marchiori/Sala/Tarde
(Núbia está conversando com Teresa)
Núbia: Você entendeu, não é Teresa? Ninguém pode saber que eu sou a Núbia!
Mariana: O quê?
(Sem reação, Núbia se vira e encara Mariana)

FIM DE CAPÍTULO
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Sem Limites - Capítulo 44


Cena 1: Shopping/Manhã
(Ana está passeando pelo shopping quando esbarra em uma mulher. (Ela se vira e dá de cara com Núbia)
Ana: Ai, me descul... Mãe?
(Núbia fica sem reação)
Núbia: Mãe?! Você ficou louca? Eu não te conheço!
Ana: Eu tenho certeza que você é Núbia Marchiori, a minha mãe!
Núbia: Você deve estar louca, eu me chamo Marina.
Ana: Me desculpe pelo incomodo. É que você parece muito com a minha mãe, infelizmente ela já morreu!
Núbia: Se ela morreu, é óbvio que não sou ela.
Ana: Me desculpe, dona. Com licença.
(Constrangida, Ana sai shopping afora)
Núbia: Meses se passaram e essa garota continua a mesma burra de sempre!

Cena 2: Mansão Marchiori/Sala/Manhã
Eduarda: Você não vai trabalhar hoje, meu amor?
Rodrigo: Hoje não. Decidi tirar um tempo pra ficar com o meu bebê.
Eduarda: Que notícia maravilhosa.
Rodrigo: Eu vou dedicar boa parte do meu tempo para ela!
Eduarda: Você está se demonstrado um ótimo pai.
Rodrigo: E sou, mesmo sendo de primeira viagem.
Eduarda: Eu vou descer para tomar café da manhã.
Rodrigo: Tudo bem, eu vou ficar um pouco aqui em cima com a Sônia.
Eduarda: Tudo bem.
(Eduarda sai do quarto, desce as escadas e chega a sala)

Cena 3: Mansão Marchiori/Sala/Manhã
(Ana entra desesperada)
Eduarda: O que foi, Ana:
Ana: Eu vi, eu vi!
Eduarda: Viu o quê?
Ana: Eu vi a Núbia!
(Eduarda fica chocada)
Eduarda: A Núbia? Mas ela está morta!
Ana: Eu sei, mas eu há vi!
Eduarda: Você tem certeza, querida?
Ana: Absoluta! Só que a moça, que é parecidíssima com a minha mãe, disse que se chamava Marina.
Eduarda: Está tudo explicado! Será que a sua mãe tem uma irmã gêmea?
Ana: Eu não sei, não posso disser nada a respeito! A Núbia nunca comentou sobre a família dela.
Eduarda: E se essa Marina for uma irmã distante?
Ana: Você tem razão... a tal Marina pode ser a minha tia!
Eduarda: E por acaso você sabe onde essa Marina mora?
Ana: Não. Eu mal a conheci.
Eduarda: Me conte essa história melhor.
Ana: Foi assim: Eu estava passeando pelo shopping quando...
(A conversa segue fora de áudio)

Cena 4: Faculdade Motta/Pátio/Manhã
Bianca: Obrigada por ter me perdoado, Priscila.
Priscila: Não precisa agradecer.
Bianca: Mas é claro que eu preciso, eu ia te fazer ficar com o peso na consciência pelo resto da vida!
Priscila: O que você fez foi errado, mas mais errado seria se eu não relevasse e te perdoasse.
Bianca: Você provou ser superior à mim, eu sou tenho a te agradecer.
Priscila: E os seus pais? Te perdoaram?
Bianca: Sim. Depois que eu leve um sermão, fui perdoada!
Priscila: Que coisa boa!
Bianca: A primeira aula vai começar, vamos?!
Priscila: Sim.

Cena 5: Cenas da cidade de São Paulo ao som de “La Glória” – Gotan Project.

Cena 6: Minas Gerais/Casa de Lília/Início da Tarde
Lília: Menina, você ficou sabendo da maior?
Carmen: Não! Me conta.
Lília: Fiquei sabendo que o seu Juca, dono do armazém, levou um par de chifres da amada esposa!
Carmen: Coitado!
Lília: Coitado nada. Ele já pôs um par de chifres na dona Carla, nada mais justo do que ela ter se vingado!
Carmen: Menina, como você é má!
Lília: E você é fofoqueira.
Carmen: Eu?! Mas foi você que me falou sobre os chifres que a Carla pôs no Juca.
Lília: Esqueça essa história, eu tenho um babado mais forte!
Carmen: Não vou querer saber, depois sou taxada de fofoqueira!
Lília: Tem certeza que não vai querer saber?
Carmen: Absoluta!
Lília: Nem um pouquinho?
Carmen: Quer saber, conta!
Lília: Eu vou contar, mas não espalhe! Não quero ganhar fama de fofoqueira.
Carmen: E quem disse que somos fofoqueiras? Apenas compartilhamos a verdade!
Lília: Isso mesmo!

Cena 7: Casa de Adalberto/Sala/Tarde
Adalberto: Estou tão feliz por ver a nossa pequena conosco.
Dolores: Eu também. Será que somos bons pais?
Adalberto: Mas é claro que somos. Mesmo sendo pais de primeira viagem, somos pais maravilhosos!
Dolores: Você é um pai maravilhoso!
Adalberto: E você é uma mãe maravilhosa.
Dolores: Adorei os presentes da Branca. Ela é uma ótima pessoa!
Adalberto: Você tem razão, Branca é uma pessoa de bom coração.

Cena 8: ANOITECE

Cena 9: Mansão Marchiori/Sala/Noite
Ana: Ainda estou abalada por ter visto aquela mulher igual a mamãe.
Rodrigo: Eu estou perplexo. A mamãe nunca me disse nada sobre uma irmã gêmea!
Ana: Nem a você, nem a mim!
Eduarda: Essa história é um tanto que esquisita.
Ana: Tem razão.
(A campainha toca. Teresa se direciona a porta e vai atender)
Teresa: Dona Eduarda, tem visita.
(Núbia entra na mansão)
Núbia: Olá, queridos.
Eduarda: NÚBIA?!

FIM DE CAPÍTULO
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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Sem Limites - Capítulo 43


Cena 1: Hospital/Sala do Parto/Tarde
(Ouve-se o choro do bebê)
Mariana: O meu netinho nasceu!
Rodrigo: O meu filho nasceu!
Ana: Ou filha, não se sabe!
(A médica sai da sala)
Rodrigo: Então doutora, qual o sexo do meu bebê?
(A médica fica em silêncio)
Médica: É uma linda menina.
Rodrigo: Que notícia maravilhosa, eu e Eduarda aguardávamos por uma menina!
Mariana: E quando poderei ver a minha neta?
Médica: Em alguns minutos. Com licença.
(A médica se retira)
Ana: Ai que bom saber que vou ter uma menininha como sobrinha!
Mariana: Antes de dar a luz ao bebê, a Eduarda me disse que estava torcendo para que viesse uma menina.
Rodrigo: E o sonho dela se realizou.

Cena 2: Chácara/Sala/Tarde
Núbia: Até que essa chácara está bem conservada. Ai Carlos, nos podíamos ter sido tão felizes! Mas não, você quis me contrariar. Agora tenho que dar um jeito de ficar de olho em cada passo dado pela Eduarda.

Cena 3: Cenas da cidade de São Paulo.

Cena 4: Hospital/Sala de Espera/Tarde
(Eduarda entra na sala sentada em uma cadeira de rodas, ela está com a bebê no colo)
Rodrigo: Essa é a minha filhota?
Eduarda: Sim, ela é a nossa pequena herdeira.
Ana: Ela é tão linda.
Mariana: É mesmo.
Rodrigo: Posso pegá-la no colo?
Eduarda: Mas é claro, ela é a nossa filha.
(SUGESTÃO: Cena ao som de “Esta Soledad” – Maitê Perroni)
(Rodrigo a pega no colo)
Rodrigo: Ela é tão linda. Olha meu bebê, eu prometo ser o melhor pai do mundo pra você! Eu vou te dar amor, carinho, tudo o que um bebê merece.
Eduarda: Eu também prometo.
Ana: Poderiam parar com isso? Estou começando a me emocionar.
Mariana: Eu também. Nunca pensei que teria uma neta, ainda mais porque estava procurando a minha filha!
Eduarda: Agora a família está completa, mamãe. Você tem a sua filha por perto, a sua netinha... tem a felicidade nas suas mãos!
Mariana: Estou tão feliz por isso, a felicidade não cabe dentro de mim!
Rodrigo: Faço minhas as suas palavras, Mariana. A felicidade não cabe dentro de mim! Sempre sonhei em ser papai. E realizei esse sonho ao lado da pessoa que eu amo.
Eduarda: Eu também te amo, Rod.
Ana: Eu posso pegar a minha sobrinha um pouco?
Rodrigo: É claro que pode.
(Ana pega a bebê)
Ana: Ela é tão linda, tão fofa... ela é perfeita! Eu vou ser a melhor tia desse mundo pra você, minha lindinha.
Mariana: Agora me dê ela.
Eduarda: A minha bebê mal nasceu e já tem fãs.
(Todos riem. Ana entrega a bebê para Mariana)
Ana: E vocês já definiram um nome pra ela?
Eduarda: Eu pensei em Núbia, para homenagear a minha finada sogra.
Rodrigo: Foi uma boa escolha, mas eu gostaria de pôr outro.
Eduarda: Qual?
Rodrigo: Sônia. Esse era o nome da minha avó, que sempre cuidou de mim com todo amor e carinho!
Eduarda: Que belo nome! Eu aprovo! Nossa filha se chamará Sônia.

Cena 5: ANOITECE

Cena 6: Mansão Marchiori/Sala/Noite
(Eduarda entra com a bebê no colo. Em seguida, Rodrigo, Ana e Mariana entra na casa)
Eduarda: Chegamos na sua casa, minha filha.
Rodrigo: Aqui viveremos uma linda história de felicidade, união e alegria.
Ana: Aqui você terá tudo o que um bebê precisa, pequena Sônia.
(Teresa entra na sala)
Teresa: Essa é a bebê de vocês dois?
Rodrigo: Sim. A nossa pequena Sônia.
Teresa: Que belo nome.
Rodrigo: Era o nome da minha finada avó.
Teresa: Bela homenagem. Dona Eduarda, o seu quarto está preparado. O berço da pequena Sônia está ao lado da cama de vocês dois, assim como foi determinado.
Eduarda: Obrigada, Teresa. Eu vou subir, Rod.
Rodrigo: Tudo bem.
(Eduarda sobe as escadas com a bebê em seu colo)
Rodrigo: Estou tão feliz.
Mariana: Eu imagino. Rodrigo, eu vou embora da sua casa.
Rodrigo: Por quê?
Mariana: Agora que a bebê nasceu, não há motivos para ficar aqui.
Rodrigo: Eu quero que você fique. Eu e Eduarda somos pais de primeira viagem, precisaremos da ajuda de uma mulher experiente!
Mariana: Eu não havia pensando nisso... vou ficar por mais um tempo!

Cena 7: Mansão de Branca/Sala/Noite
Sílvia: [...] Aí o Rodrigo me demitiu.
Branca: Que coisa feia, Sílvia. Você incriminou uma mulher inocente! E se a Maria fosse presa?
Sílvia: Eu me arrependi e disse que coloquei a joia na bolsa dela.
Branca: O Rodrigo te demitiu por justa causa! Por que você fez isso?
Sílvia: Eu... é que... eu queria tirar a Maria daquele cargo!
Branca: Você perdeu o emprego e a confiança do Rodrigo! Que vergonha.
(A campainha toca, a empregada vai atender)
Alinne: Dona Branca, tem visita.
(Branca se vira e dá de cara com Dolores e Adalberto)
Adalberto: Se lembra que eu disse que traria o meu filho assim que nascesse? Pois bem, aqui está!
Branca: Que coisa fofa.
Dolores: É uma menina, o nome dela é Larissa.
Branca: Posso pegá-la no colo?
Dolores: Mas é claro.
(Dolores entrega a bebê para Branca)
Branca: Que coisinha linda.
Dolores: Ela é uma bebê perfeita.
Branca: Todos bebês são.
Sílvia: Ai que fofa.
Branca: E ela nasceu quando?
Adalberto: Ontem.
Branca: Eu tenho um presente pra vocês. Sílvia, vá até o meu quarto e pegue!
Sílvia: Sim, mamãe.
(Sílvia sobe as escadas, vai até o quarto de Branca e, minutos depois, desce com um enorme embrulho)
Sílvia: Aqui está.
(Ela entrega para Dolores. Ela abre e se depara com um enorme kit)
Branca: Nesse kit têm várias coisas. Roupinhas, perfumes, fraldas... tem de tudo!
Adalberto: Eu não sei nem como devo te agradecer.
Branca: Um simples obrigado é suficiente. Você é meu irmão, e essa coisinha fofa desde já é minha parente! É uma obrigação minha, um presente.
Dolores: Obrigada, será muito útil.

Cena 8: Cenas da cidade de São Paulo da noite para o dia ao som de “Dígale” – David Bisbal.

Cena 9: AMANHECE

Cena 10: Shopping/Manhã
(Ana está passeando pelo shopping quando esbarra em uma mulher. (Ela se vira e dá de cara com Núbia)
Ana: Ai, me descul... Mãe?
(Núbia fica sem reação)

FIM DE CAPÍTULO

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terça-feira, 30 de julho de 2013

Sem Limites - Capítulo 42


Cena 1: Clínica Psiquiátrica/Interno/Noite
(Eles entram gritando)
Luan: VAMOS GALERA, VAMOS DESTRUIR ESSE LUGAR!
(Eles jogam álcool por toda parte. De seu quarto, Núbia observa tudo)
Núbia: Que palhaçada é essa?
Enfermeiro: Parece que vão incendiar a clínica! Vamos dona.
Núbia: Calma.
(Núbia e o enfermeiro saem do quarto. Eles jogam vários fósforos. Rapidamente o fogo toma conta da clínica)
Enfermeiro: Vamos por ali.
(Eles tentam abrir uma porta, mas ela está trancada)
Núbia: INFERNO! Abre logo isso.
Enfermeiro: A porta emperrou.
(Luan e seus capangas saem da clínica. Minutos depois o fogo chega na cozinha, ele vai de encontro ao botijão de gás. A clínica explode. No mesmo instante, Rodrigo e Eduarda chegam de carro)
Rodrigo: O que é isso?
Eduarda: Ai meu Deus, a clínica pegou fogo!
Rodrigo: E a minha mãe está lá. Eu vou entrar.
Eduarda: Não, não faça isso!
Rodrigo: É a vida da minha mãe que está em risco.
(Ele sai do carro e entra na clínica)
Eduarda: Isso pode ser perigoso. Vou liga para o corpo de bombeiros.
(Ela pega o celular, disca uns números e leva ao ouvido)
Eduarda: Alô, é do corpo de bombeiros?

Cena 2: Clínica Psiquiátrica/Interno/Noite
(Rodrigo entra correndo)
Rodrigo: MÃE! MÃE! CADÊ A SENHORA?
(Cena ao som do instrumental “Perseguição” – Avenida Brasil)
Rodrigo: Ai meu Deus, salva a minha mãe!
(Ele corre por toda clínica, mas não consegue entra nos quartos. O fogo começa a aumentar, ele não consegue mais respirar)

Cena 3: Clínica Psiquiátrica/Externo/Noite
(A ambulância chega. Há uma aglomeração de pessoas em frente a clínica)
Eduarda: Ainda bem que vocês chegaram. O meu marido está lá dentro.
Bombeiro1: Por que a senhora não impediu a entrada dele?
Eduarda: Eu tentei, mas ele insistiu e entrou!
Bombeiro1: Vamos galera, peguem essa mangueira e tentem controlar o fogo. Eu vou entrar na clínica.
Bombeiro2: Mas não é perigoso?
Bombeiro1: Fomos treinados para isso. Agora sem mais perguntas, vamos agir para evitar o pior!
(Alguns bombeiros pegam uma mangueira e jogam água sobre a clínica. O outro entra na clínica, ele força Rodrigo a sair. Minutos depois da saída dos dois, a clínica explode novamente, vindo abaixo)
Rodrigo: NÃAAAO! MÃE!
Eduarda: Seja forte, meu amor.
Rodrigo: Não posso, a minha mãe querida se foi!
Eduarda: Eu sinto muito.
(Rodrigo chora nos braços de Eduarda. Uma ambulância chega)
Eduarda: Calma, meu amor.
Rodrigo: Como ter calma num momentos desses?
Eduarda: Me perdoe, meu amor.
Rodrigo: Tudo bem, você não tem culpa.
Eduarda: Você está respirando mal, meu bem.
Rodrigo: Eu estou com falta de ar.
Eduarda: Vai ali naquela ambulância.
Rodrigo: Tudo bem.

Cena 4: Mansão Marchiori/Sala/Noite
(Ana está sentada no sofá, quando tem um mal pressentimento)
Teresa: O que foi, dona Ana?
Ana: Tive um mal pressentimento... não sei, parece que algo estranho vai acontecer.
Teresa: Deus que nos livre!
Ana: Amém!
(De repente o telefone toca. Ana atende)
Ana: Alô?
[...]
Ana: Ai meu Deus, eu vou para aí!
(Ela desliga o telefone)
Teresa: O que aconteceu?
Ana: A clínica onde a minha estava internada explodiu.
Teresa: Ai meu Deus, coitadinha!
Ana: Eu vou pra lá agora.
Teresa: Tudo bem.
(Ana sai de casa)
Teresa: Tomara que fique tudo bem pra dona Núbia!

Cena 5: Rua/Noite
(Núbia e o Enfermeiro estão andando sobre uma passarela)
Núbia: Enfim livre!
Enfermeiro: Escapamos por pouco.
Núbia: Quase que aquela porta nos trai.
Enfermeiro: Iremos para chácara agora?
Núbia: Calma queridinho, tudo tem seu tempo.
Enfermeiro: E o que faremos agora?
Núbia: Eu irei pra chácara sozinha!
Enfermeiro: Como assim? Você está brincando, né?
Núbia: Não estou brincando, estou falando sério!
Enfermeiro: Como você pode me trair?
Núbia: Não considere isso uma traição.
Enfermeiro: TRAIDORA! MALDITA!
Núbia: Não fale assim de mim, me sinto ofendida.
(Ele agarra no braço de Núbia)
Núbia: Me solta.
Enfermeiro: Só irei te soltar quando chegarmos na delegacia.
Núbia: Nem pensar, você vai me soltar agora.
(Núbia tira o braço a força ele se desequilibra e cai da passarela)
Núbia: Ops... caiu!
(O corpo do enfermeiro chega ao chão morto)
Núbia: Descanse em paz!
(Núbia sai andando calmamente pela passarela)

Cena 6: Clínica Psiquiátrica/Externo/Noite
(Ana chega com seu carro a toda velocidade)
Ana: Encontraram o corpo da Núbia?
Eduarda: Infelizmente não. Os bombeiros me disseram que ela pode ter morrido carbonizada!
Ana: Meu Deus, que horror!
Eduarda: Eu também acho.
Ana: Ela é uma pessoa má, mas não merecia ter um fim assim.
Eduarda: Eu também acho. Ao menos estamos livres das maldades dela!
Ana: Tem razão. Onde o Rodrigo está?
Eduarda: Ele está naquela ambulância.
Ana: Ele passou mal?
Eduarda: Sim, ficou com falta de ar.
Ana: Eu vou até ele.
Eduarda: Tudo bem.

Cena 7: Ambulância/Interno/Noite
Ana: Você está melhor?
Rodrigo: Sim, mas ainda estou abalado.
Ana: Eu também estou, a Núbia não merecia um fim desses.
Rodrigo: Ela não merecia mesmo. Vou sentir tanta falta da mamãe.
Ana: Eu sinto muito.
Rodrigo: Obrigado.

Cena 8: Cena da cidade de São Paulo da noite para o dia
MESES DEPOIS

Cena 9: Mansão Marchiori/Sala/Tarde
Ana: A sua barriga está enorme!
Eduarda: Está mesmo. Já estou com 9 meses.
Ana: Isso significa que o bebê pode nascer a qualquer momento, né?!
Eduarda: Sim, a qualquer momento!
Mariana: Boa tarde, meu amor.
Eduarda: Boa tarde, mamãe. Adoro poder ouvir sua voz, a sua decisão de ter aceitado morar comigo foi perfeita!
Mariana: Mas eu só aceitei porque você está há ponto de ganhar o meu netinho.
(Eduarda sente umas pontadas)
Eduarda: Ai, ai minha barriga.
Mariana: O que foi?
Eduarda: Senti umas pontadas! Ai meu Deus, a bolsa estourou!
Mariana: O meu neto vai nascer!
Ana: Eu vou tirar o carro da garagem.
(Ana se direciona a garagem)
Mariana: E eu vou pegar a bolsa com as coisinhas do bebê.
(Minutos depois Mariana desce as escadas com as coisas o bebê)
HORAS DEPOIS

Cena 10: Hospital/Sala do Parto/Tarde
(Ouve-se o choro do bebê)
Mariana: O meu netinho nasceu!
Rodrigo: O meu filho nasceu!
Ana: Ou filha, não se sabe!
(A médica sai da sala)
Rodrigo: Então doutora, qual o sexo do meu bebê?
(A médica fica em silêncio)

FIM DE CAPÍTULO
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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sem Limites - Capítulo 41


Cena 1: Fábrica Marchiori/Sala de Maria/Tarde
Maria: Aí está você.
(Ela pega o celular. Quando ia embora, ouve barulhos vindos da sala de Rodrigo. Ela decidi entrar e flagra os dois)
Maria: O que está acontecendo aqui?
(Os dois a encaram perplexos)
Maria: Andem, me expliquem, o que está acontecendo aqui?
Sílvia: Não é nada disso que a senhora está pensando, dona Maria!
Rodrigo: A Sílvia tem razão, não é nada disso que você está pensando!
Maria: Vocês dois tem razão, não é nada disso que estou pensando, é do que eu estou vendo! Como pôde fazer isso com a Eduarda, Rodrigo?
Rodrigo: Eu não estou traindo-a.
Maria: Como não? Agora fica aos beijos com uma piranha é o quê? Esporte? Me poupe!
Sílvia: Não fala assim comigo!
Maria: Minha querida, cala a boca, não tenho paciência pra secretária iniciante!
Sílvia: Velha!
Maria: Vou te mostrar a velha!
(Maria avança pra cima de Sílvia e lhe dá uma sequência de bofetadas)
Maria: A velha ainda sabe dar uma boa surra!
Rodrigo: CHEGA! PARA! Não admito que você faça isso, Maria.
Maria: Eu podia esperar esse ato de qualquer outra pessoa, menos de você!
Rodrigo: Você vai conta pra Eduarda?
Maria: Eu devia, mas não quero ser pivô de uma separação! Com licença.
(Maria sai da sala)
Rodrigo: Você está bem, Sílvia?
Sílvia: Sim, meu rosto dói um pouco, mas estou bem. Me perdoa, Rodrigo?
Rodrigo: É claro que perdoo.

Cena 2: Casa de Adalberto/Sala/Tarde
Dolores: Ai meu amor, “tô” cansada.
Adalberto: Eu disse pra você não se esforçar muito, você está grávida!
Dolores: Mas assim parece que estou inválida. Você sabe que eu estou uma mulher muito agitada!
Adalberto: Eu sei. Mas você tem que compreender que, com essa gravidez, você tem que repousar!
Dolores: Mas eu não quero.
Adalberto: Mas isso vai fazer bem por nosso bebê.
Dolores: Mas quem vai cuidar da casa?
Adalberto: Não se preocupe, já contratei uma empregada.
Dolores: E ela chega quando?
Adalberto: Amanhã.
Dolores: Ao menos com uma empregada eu ficarei mais tranquila.
Adalberto: Será que vai faltar muito pro nosso bebê vir ao mundo?
Dolores: Não muito, em alguns meses ele já estará nos encantando com seu choro delicioso.
Adalberto: Tomara que esses meses passem rápido, eu não aguento mais de ansiedade!
Dolores: Muito menos eu.

Cena 3: Fábrica Marchiori/Sala de Maria/Tarde
(Sílvia entra em sua sala, que é a mesma de Maria. Ela pega sua gargantilha e coloca na bolsa de Maria)
Sílvia: Vamos ver quem vai cair agora, Maria.
(Ela sai da sala)

Cena 4: Clínica Psiquiátrica/Quarto de Núbia/Tarde
(O enfermeiro entra no quarto)
Núbia: Ainda está de pé o que combinamos?
Enfermeiro: Sim, está.
Núbia: Fugiremos hoje à noite.
Enfermeiro: Mas não é melhor deixar pra amanhã?
Núbia: Nem pensar, temos que fugir hoje!
Enfermeiro: Ai Núbia, isso vai me prejudicar!
Núbia: Não vai me dizer que você está com medo?
Enfermeiro: De forma alguma, eu estou preparado!
Núbia: Pois bem, se você está preparado, não há o que temer!
Enfermeiro: Eu conheço uma saída pelos fundos, podemos sair por ela.
Núbia: Melhor ainda! Assim ninguém vai nos flagrar.
Enfermeiro: E depois que sairmos daqui, o que faremos?
Núbia: Eu já tenho meus planos. Iremos para uma chácara que meu marido comprou há muito tempo.
Enfermeiro: Mas os seus filhos não sabem de lá?
Núbia: Se soubesse eu não iria pra lá. Somente eu e ele sabíamos daquele lugar.
Enfermeiro: Tudo bem, assim que sairmos daqui iremos pra lá. Agora eu vou me retirar.
Núbia: E o remédio?
Enfermeiro: Pensei que não fosse tomar.
Núbia: Não irei, mas preciso que você me dê. Vai que alguém desconfia?
Enfermeiro: Esperta! Eu vou jogar no lixo, fica tranquila.
(O enfermeiro sai)
Núbia: A primeira coisa que farei após sair daqui, será dar cabo a sua vida!

Cena 5: Fábrica Marchiori/Sala de Rodrigo/Tarde
(Eduarda bate na porta e, em seguida, entra)
Eduarda: Boa tarde, meu amor.
Rodrigo: Boa tarde.
Eduarda: Eu passei para de dar uns beijinhos e te convidar pra almoçar.
(Eles se beijam)
Rodrigo: Agora não vai dar, estou cheio de trabalho.
Eduarda: Esquece isso um pouco, vai.
Rodrigo: Não posso.
Eduarda: Que peninha. Eu ia te levar num restaurante para conversarmos.
Rodrigo: Por quê? Aconteceu algo grave?
Eduarda: Não, graças a Deus, não. É que eu estava pensando em ir visitar a sua mãe.
Rodrigo: Seria bom. Eu vou sim.
Eduarda: Então saia mais cedo do serviço.
Rodrigo: Tudo bem, sairei sim.
Eduarda: Eu já vou, não quero te atrapalhar.
Rodrigo: Obrigado, meu amor. Te amo.
(Eles se beijam apaixonadamente)

Cena 6: Cenas da cidade de São Paulo ao som de “Não Para”  - Anitta.

Cena 7: Minas Gerais/Praça/Tarde
(Lília e Carmen estão sentadas na praça, fofocando)
Lília: [...] E foi assim que ela resolveu se separar.
Carmen: Menina, que babado!
Lília: Babado mesmo é o caso do Adamastor.
Carmen: O que tem ele?
Lília: O coitadinho descobriu que o filho é gay!
Carmen: Jura? Menina, que babado! Mas ele não dava pinta...
Lília: As aparências enganam.
(Nesse momento Adamastor passa)
Adamastor: Já estão fofocando, né suas mexiriquentas?
Lília: Deus que me livre, Adamastor! Eu só estou compartilhando os fatos com a minha amiga.
Adamastor: E sobre o que vocês estão falando?
Carmen: Do seu filho ga...
Lília: Xii, cala a boca, Carmen!
Adamastor: Meu filho é gay? SUAS FOFOQUEIRAS! Ele é homem com H maiúsculo. Tem namorada e tudo.
Lília: Me desculpe, seu Adamastor, mas é o que as fofoqueiras estão falando por aí!
Adamastor: As únicas fofoqueiras daqui são as senhoras! Velha encalhadas! Passar bem.
(Adamastor sai andando)
Lília: Que mau humorado, agora não se pode nem falar da vida os outros que a pessoa é denominada fofoqueira! Eu hein.

Cena 8: ANOITECE

Cena 9: Fábrica Marchiori/Saída/Noite
(Eduarda está esperando por Rodrigo. Ele sai da Fábrica e entra no carro)
Rodrigo: Vamos, meu amor? Quero visitar a mamãe o quanto antes!
Eduarda: É claro, vamos.
(Ela dá partida no carro e vai embora)

Cena 10: Clínica Psiquiátrica/Quarto de Núbia/Noite
Enfermeiro: Vamos agora?
Núbia: Claro, só me deixe pegar umas coisinhas.

Cena 11: Clínica Psiquiátrica/Fundos/Noite
(Luan e seus capangas estão nos fundos da Clínica)
Luan: Aqui é o lugar, vamos incendiar essa clínica!
(Eles pulam o muro e entram na clínica. Eles entram no prédio)

Cena 12: Clínica Psiquiátrica/Interno/Noite
(Eles entram gritando)
Luan: VAMOS GALERA, VAMOS DESTRUIR ESSE LUGAR!
(Eles jogam álcool por toda parte. De seu quarto, Núbia observa tudo)
Núbia: Que palhaçada é essa?
Enfermeiro: Parece que vão incendiar a clínica! Vamos dona.
Núbia: Calma.
(Núbia e o enfermeiro saem do quarto. Eles jogam vários fósforos. Rapidamente o fogo toma conta da clínica)
Enfermeiro: Vamos por ali.
(Eles tentam abrir uma porta, mas ela está trancada)
Núbia: INFERNO! Abre logo isso.
Enfermeiro: A porta emperrou.
(Luan e seus capangas saem da clínica. Minutos depois o fogo chega na cozinha, ele vai de encontro ao botijão de gás. A clínica explode)

FIM DE CAPÍTULO
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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Sem Limites - Capítulo 40


Cena 1: Rua/Tarde
(Eduarda está andando pela rua. Quando de repente tem uma ideia um tanto que maléfica. Ela caminha em direção a uma vila pobre, sua antiga moradia)

Cena 2: Vila/Entrada/Tarde
(Eduarda caminha em busca de uma casa. Ela encontra, bate várias vezes na porta. Um homem abre, ela entra)

Cena 3: Casa de Luan/Sala/Tarde
Luan: Há quanto tempo não te via.
Eduarda: É, tem razão. Eu vim até aqui para lhe propor uma coisa.
Luan: O quê?
Eduarda: Eu quero que você cause um grande acidente numa clínica psiquiátrica.
Luan: Qual o intuito?
Eduarda: Quero que você mate a minha sogra, queimando o hospício onde ela esta. Então, topa?
Luan: Mas isso não vai dar problema pro meu lado?
Eduarda: Se você for discreto e eficiente, nada de ruim acontecerá, ao menos para você.
Luan: Mas isso vai matar muitas pessoas.
Eduarda: Alguém vai ter que pagar por isso.
Luan: Tudo bem, eu topo.
(Eles apertam a mão um do outro)
Eduarda: Aqui está metade da quantia, se o trabalho for realizado com eficiência, você ganhará a outra metade.
Luan: Isso vai me ajudar muito.
Eduarda: Eu tenho que ir.
Luan: Peraí, qual o endereço do lugar?
Eduarda: Aqui esta.
(Ela entrega um papel com o endereço do lugar para ele)
Eduarda: Espero que você faça o trabalho direito.
Luan: Eu farei.
(Ela sai da casa)

Cena 4: Mansão de Branca/Sala/Tarde
Branca: Alinne, eu vou sair.
Alinne: A senhora vai querer companhia?
Branca: Não será necessário.
Alinne: Tudo bem.
Branca: Se alguém ligar, avise que eu sai. Ou mande ligar para o meu celular.
Alinne: Sim senhora.
(Branca sai da casa)

Cena 5: Mansão Marchiori/Cozinha/Tarde
(Teresa está conversando com Cacau)
Teresa: Nossa, então quer dizer que já morreram pessoas aqui?
Cacau: Sim. A Regina foi a única.
Teresa: Nossa, estou chocada. E como ela morreu?
Cacau: Caiu do topo da escada.
Teresa: Coitadinha. Agora tenho um babado pra te contar.
Cacau: Qual?
Teresa: O Josué está caidinho por mim.
Cacau: Jura? Que bom saber disso. E vocês estão namorando?
Teresa: Ainda não, mas estou pensando em aceitar se ele pedir.
Cacau: Aceita sim.
Teresa: E você? Namora alguém?
Cacau: Não. Já fui casada, mas meu marido faleceu. E eu já tenho meus 70 anos, não quero arrumar nenhum par.
Teresa: Ah, sim.
(Josué entra na cozinha)
Josué: Tetê, como você tá?
Teresa: Bem e você?
Josué: Melhor agora com a sua presença.
Teresa: Fofo.
Josué: Eu pensei em te pedir em...
Teresa: EM NAMORO?
Josué: Isso mesmo. Você aceita?
(Teresa olha para Cacau que confirma com a cabeça)
Teresa: É claro que aceito.
(Eles se beijam)
Cacau: Cuidado para não serem flagrados.
(Eles riem)

Cena 6: Minas Gerais/Casa de Lília/Tarde
(Lilia está debruçada na janela, quando Carmen, amiga dela, passa por ali)
Lília: Oi Carmen.
Carmen: Menina, quanto tempo não te via.
Lília: Mentirosa! Nos vimos ontem no supermercado.
Carmen: Tem razão, eu havia me esquecido.
Lília: Quer saber do babado?
Carmen: Eu não quero saber de nada. Depois sou taxada de fofoqueira!
Lília: Deus que nos livre, eu sou estou compartilhando os acontecimentos.
Carmen: Então me conte.
Lília: Fiquei sabendo que o Padre flagrou a Joana se pegando com o João.
Carmen: Menina, que babado!
Lília: Mas não conte para ninguém, não quero ser taxada de fofoqueira.
Carmen: Muito menos eu.

Cena 7: Cenas da cidade de São Paulo ao som de “Infiltrado” – Bajofondo

Cena 8: Fábrica Marchiori/Sala de Maria/Tarde
Maria: Sílvia, eu vou sair. Vou almoçar, você me acompanha?
Sílvia: Não. Vou terminar umas coisinhas aqui e depois eu vou.
Maria: Tudo bem.
(Maria sai da sala)
Sílvia: É agora que eu fisgo o Rod!
(Sílvia vai em direção à sala de Rodrigo)

Cena 9: Fábrica Marchiori/Sala de Rodrigo/Tarde
(Sílvia bate na porta e, em seguida entra)
Rodrigo: Sílvia. O que você está fazendo aqui?
Sílvia: Eu vim te dar um presente.
Rodrigo: Me desculpe a indelicadeza, mas não é meu aniversário.
Sílvia: Esse presente é fora de época.
(Sílvia fecha a porta e vai em direção à ele)
Rodrigo: Opa, o que você vai fazer?
Sílvia: Isso.
(Ela agarra Rodrigo e o beija)

Cena 10: Fábrica Marchiori/Pátio/Tarde
Maria: Ai que cabeça a minha, esqueci meu celular.
(Ela entra no elevador, solicita o andar e sobe)

Cena 11: Fábrica Marchiori/Sala de Maria/Tarde
Maria: Aí está você.
(Ela pega o celular. Quando ia embora, ouve barulhos vindos da sala de Rodrigo. Ela decidi entrar e flagra os dois)
Maria: O que está acontecendo aqui?
(Os dois a encaram perplexos)

FIM DE CAPÍTULO
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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Sem Limites - Capítulo 39


Cena 1: Clínica Psiquiátrica/Quarto de Núbia/Manhã
(Um enfermeiro entra no quarto)
Enfermeiro: Dona Núbia, está na hora do seu remédio.
Núbia: Eu não vou tomar, estou muito bem.
Enfermeiro: Mas dona...
Núbia: Chega, eu recuperei a minha boa memória.
Enfermeiro: Eu não posso.
Núbia: Eu vou te propor uma coisa.
Enfermeira: Diga.
Núbia: Quanto você quer para me ajudar a fugir daqui?
(O enfermeiro fica pensativo)
Enfermeiro: Eu não posso ajuda-la. Isso comprometeria a minha vida no hospital.
(Núbia começa a seduzi-lo)
Núbia: Você será capaz de negar ajuda a uma mulher frágil como eu?
Enfermeiro: Não faça isso, dona...
(Núbia coloca o dedo na boca do enfermeiro)
Núbia: Me ajude, por favor.
Enfermeiro: Tudo bem, irei ajuda-la.
Nubia: Bom menino, pode ser amanhã à noite?
Enfermeiro: Sim, pode ser sim.
Núbia: Obrigada, meu amor. Você será muito bem recompensando.

Cena 2: Fábrica Marchiori/Sala de Maria/Manhã
Sílvia: Com licença, eu sou Sílvia Villaverde. Fui contratada ontem.
Maria: Seja bem-vinda. Você começará trabalhando comigo. A sua mesa é aquela ali da frente!
Sílvia: Muito obrigada, darei o meu máximo para não decepciona-la!
Maria: Você tem jeito de ser competente, tenho certeza que não irá me decepcionar.

Cena 3: Cenas da cidade de São Paulo ao som de “Época” – Gotan Project

Cena 4: Mansão Marchiori/Sala/Início da Tarde
(Mariana e Eduarda estão sentadas ao sofá, falando sobre o bebê)
Mariana: Fico tão feliz por saber que serei vovó.
Eduarda: E eu mais ainda por saber que serei mamãe.
Mariana: Como o Rodrigo reagiu?
Eduarda: Muito bem. Ele ficou super feliz, a Ana, minha cunhada, também ficou feliz!
Mariana: Qualquer pessoa ficaria feliz por saber disso.
Eduarda: Será que vem uma menina?
Mariana: Tomara que venha, irei paparica-la sem parar!
Eduarda: Eu também.
(Ana está descendo as escadas)
Ana: Olá dona Mariana.
Mariana: Olá, Ana. Como está?
Ana: Muito bem. Ainda mais agora sabendo que serei titia!
Eduarda: Você será uma excelente tia.
Ana: E você uma excelente mãe!
Eduarda: Obrigada pelo elogio. Eu vou sair com a mamãe.
Mariana: Eu não vou poder. Deixei o café sob comando da minha irmã, mas eu preciso voltar!
Eduarda: Ai que pena... Ana, você topa ir comigo?
Ana: Eu também não vou poder.
Eduarda: Por quê?
Ana: Vou ter que ir para a faculdade ver como as coisas estão por lá.
Eduarda: Então me resta sair sozinha...
Mariana: Mas não é perigoso?
Eduarda: De forma alguma, estou apenas com dois meses.
Mariana: Mesmo assim acho perigoso.
Eduarda: Mamãe, eu sou uma gestante, não uma fugitiva da polícia.
Mariana: Já que você quer assim... eu vou agora.
Eduarda: Mas já?
Mariana: Sim. Eu tenho que ir, tchau meu bebê. Digo, meus bebês.
(Mariana se despede de Eduarda com dois beijinhos em cada bochecha)
Ana: Tchau dona Mariana.
Mariana: Tchau querida.
(Mariana sai de casa)
Eduarda: Você já vai também, Ana?
Ana: Ainda não.

Cena 5: Cenas da cidade de São Paulo ao som de “Swing da cor” – Daniela Mercury.

Cena 6: Fábrica Marchiori/Sala de Maria/Tarde
(Rodrigo sai da sala)
Rodrigo: Eu preciso da sua ajuda Mari... Sílvia?! Você por aqui? Pensei que só começaria a trabalhar em algumas semanas.
Sílvia: Eu decidi começar mais cedo.
Rodrigo: Que bom, seja bem-vinda.
Sílvia: Obrigada.
Maria: O que o senhor deseja?
Rodrigo: Eu gostaria de saber se aquele relatório está pronto.
Maria: Está sim, é esse aqui.
(Maria entrega uma pasta com o relatório para ele)
Rodrigo: Obrigado. Com licença.
(Rodrigo volta para a sala)

Cena 7: Rua/Tarde
(Eduarda está andando pela rua. Quando de repente tem uma ideia um tanto que maléfica. Ela caminha em direção a uma vila pobre, sua antiga moradia)

Cena 8: Vila/Entrada/Tarde
(Eduarda caminha em busca de uma casa. Ela encontra, bate várias vezes na porta. Um homem abre, ela entra)

Cena 9: Casa de Luan/Sala/Tarde
Luan: Há quanto tempo não te via.
Eduarda: É, tem razão. Eu vim até aqui para lhe propor uma coisa.
Luan: O quê?
Eduarda: Eu quero que você cause um grande acidente numa clínica psiquiátrica.
Luan: Qual o intuito?
Eduarda: Quero que você mate a minha sogra, queimando o hospício onde ela esta. Então, topa?

Gancho ao som de “Swing da cor” – Daniela Mercury

FIM DE CAPÍTULO
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