CENA 01: MANSÃO REITZ/ INTERIOR/ NOITE,
(A campainha toca vária vezes e ninguém vai atender.)
MARGOT: Cadê os empregados dessa casa? Será que estão surdos? Vou demitir todos.
(Ela abre a porta e encontra Janaína.)
MARGOT: Janaína? O que você tá fazendo aqui? Cadê a sua roupa?
JANAÍNA: Oi titia, eu fui expulsa de casa.
MARGOT: E arrancaram sua roupa?
JANAÍNA: Não exatamente. Eu não tenho pra onde ir e queria saber se eu posso ficar aqui.
MARGOT: Aqui?
MARGOT: Por favor tia, eu não tenho pra onde ir.
MARGOT: Entra.
(Janaína entra)
MARGOT: Eu nem deveria te ajudar por que você é uma sobrinha ingrata. Nunca veio me visitar e só aparece aqui pra pedir ajuda.
JANAÍNA: Não dava pra vir te ver por que eu era muito ocupada e não tinha tempo.
MARGOT: Sei. Lá em cima tem um quarto vazio, você pode ficar lá. Mas o que vocês fez pra ser expulsa de casa?
JANAÍNA: Foi só por um descuido, mas isso não vai ficar assim. Eles vão me pagar. Não por ter me expulsado de casa, mas pela humilhação que eles me fizeram passar.
CENA 02: AMANHECE.
CENA 03: CEMITÉRIO/ DIA.
(Está acontecendo o enterro de Ellena. Marcelo está abraçado ao caixão)
PADRE: E Deus escolhe a hora de levar seus filhos para que terminem sua jornada na terra e vá descansar em paz com cristo. E chegou a hora de Ellena. Mas lembrem-se que morremos de corpo mas vivemos eternamente em espírito ao lado do altíssimo.
JULIANA: Eles vão enterrar ela Marcelo.
(Marcelo abraça Juliana.)
MARCELO: Isso não deveria ter acontecido.
JULIANA: A vida é assim, tem coisas que a gente não pode evitar que aconteçam. Agora sua mãe está em paz.
(Colocam o caixão de Ellena no túmulo e fecham.)
PADRE: A gora presem a última homenagem a nossa querida Ellena.
(Todos jogam rosas brancas sobre o túmulo e vão embora. Marcelo fica)
MARCELO: Eu nunca vou te esquecer, você vai ser sempre uma parte de mim.
(O espírito de Ellena aparece, mas Marcelo não vê)
ELLENA: Dias felizes ainda virão meu filho. Eu já fiz minha parte aqui na terra que foi cuidar de você, agora é hora do adeus. Te amo.
(O espirito de Ellena vai embora. Aparece Juliana)
JULIANA: Marcelo, vamos.
(Marcelo enxuga as lágrimas e vai embora.)
CENA 04: CASA DE VIOLETA/ QUARTO/ DIA.
(Violeta está dormindo. Ricardo entra com o café da manhã)
RICARDO: Hora de acordar pra trabalhar.
VIOLETA: Não precisava se incomodar de trazer o café da manhã pra cá.
RICARDO: Eu só tô tentando ser carinhoso.
VIOLETA: Mas carinhoso você já é! E demais.
RICARDO: E você gosta do meu carinho?
VIOLETA: Claro que sim.
RICARDO: Falta pouco para o nosso casamento.
VIOLETA: Eu nunca pensei que eu fosse me casa um dia, principalmente com o homem que me atropelou.
RICARDO: Foi um incidente.
VIOLETA: Eu sei, o que importa é que eu estou bem.
RICARDO: Eu tô me sentindo honrado em ser o seu futuro marido, sabia?!
VIOLETA: Bobo.
(Eles se beijam.)
CENA 05: MANSÃO ROCHA/ INTERIOR/ DIA.
(Cecília está tomando café da manhã com Ronaldo. Lucas entra e senta.)
LUCAS: Bom dia família.
RONALDO: Licença eu preciso trabalhar. (Ele sai)
CECÍLIA: Espero que você tenha colocado a mão na consciência.
(Lucas fica em silêncio)
CECÍLIA: Agora ta aí, nossa família toda desestruturada. E isso é tudo culpa sua e da Janaína!
LUCAS: Minha?
CECÍLIA: Sim, sua.
LUCAS: Me esquece mãe.
CECÍLIA: Eu ainda te avisei, mas você não me escuta. Sabe o que você merece? De umas palmadas.
LUCAS: Eu sei o que eu faço mãe.
CECÍLIA: Não sabe não, você ainda é um moleque!
(Lucas se retira da mesa e Cecília suspira triste.)
CENA 06: CASA DE ELLENA/ SALA/ DIA.
(Marcelo e Juliana entram.)
JULIANA: Sinceramente, a ficha não caiu. Eu ainda não tô acreditando que a Ellena morreu.
MARCELO: Essa casa me traz muitas lembranças.
JULIANA: Foi aqui que você viveu com ela durante toda sua vida, é difícil não lembrar de nada.
MARCELO: Foi muito bem ter ela como mãe. Agora eu não sei o que eu faço.
JULIANA: Vende essa casa, assim você não fica lembrando dela.
MARCELO: Não, claro que não, essa casa faz parte de mim.
JULIANA: Eu entendo, mas eu não quero ver você sofrendo.
MARCELO: Eu acho que a morte dela me deixou mais determinado pra lutar em encontrar minha mãe biológica e entender mais sobre a minha vida.
JULIANA: Como você vai fazer isso?
MARCELO: Eu vou colocar um apelo no meu site. Quem sabe assim,se ela estiver me procurando, ela consiga me encontrar.
CENA 07: CASA DE DULCE/ DIA.
(Tatiana está dormindo. Alguém bate na porta.)
MÁRIO: Mãe! Abre aqui, sou eu o Mário! O Lúcio tá aqui também. Nós precisamos falar com a senhora!
LÚCIO: Vamos embora ela nunca vai nos perdoar, o que a gente fez foi horrível.
MÁRIO: Será?
LÚCIO: Se ela não abre a porta por que ela não quer nos perdoar.
MÁRIO: Vamos.
(Eles vão embora.)
CENA 08: MANSÃO REITZ/ SALA/ DIA.
(Janaína está lendo uma revista no sofá. Margot desce as escadas)
MARGOT: Pereira venha aqui!
PEREIRA: Pois não.
MARGOT: Prepare o carro. Vamos para a agência.
PEREIRA: É pra já. (Ele sai)
MARGOT: E você sobrinha? Trabalha?
JANAÍNA: Pois é.. Eu não trabalho.
MARGOT: Pois saiba que eu não vou sustentar ninguém que não quer fazer nada.
JANA´NA: Bom, eu tenho o diploma de administração.
MARGOT: Ótimo, pois agora você vai trabalhar na agência no lugar do Alceu com a parte dos contratos.
JANAÍNA: Trabalhar?
MARGOT: Eu não sou o seu marido pra te deixar em casa sem fazer nada e no fim do mês te dar todo o meu salário. Se quiser ficar aqui vai ter que ter dinheiro pra comprar suas coisas.
JANAÍNA: E quando eu começo?
MARGOT: Hoje e agora. Vamos para o carro que o motorista não pode esperar.
CENA 09: CLÍNICA PSIQUIÁTRICA/ QUARTO DE MARIANA/ DIA.
(Cecília entra acompanhada de um enfermeiro.)
CECÍLIA: Oi Mariana, vim te ver de novo. Como você está?
(Mariana está sentada na cama e não fala nada. Cecília toca nela.)
CECÍLIA: Mariana está tudo bem?
MARIANA: Não, não! Eu prometo que vou tomar o remédio. Não me bate.
(Mariana começa a tremer e chorar)
CECÍLIA: Ai meu Deus, o que aconteceu com ela?
FIM DE CAPÍTULO.

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