quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Classe Social - Capitulo Doze



1º Cena – Edifício Beira Mar – Apartamento de Nina – Tarde

Nina vai abrindo a porta, Maitê entra e se assusta com toda aquela cena. Nina olha, perplexa para o sofá: Fábio e Luiza no maior rala e rola.
Maitê: QUE DIAAAAAAAAAABOS É ISSO FÁBIO?!
Close no rosto de Fábio e Luiza
Maitê: VAGABUNDA!
Maitê tenta avançar em Luiza, mas Fábio toma a frente.
Fábio: Maitê, calma!
Maitê: Eu vou te matar, seu filho da puta!
Maitê começa a bater em Fábio descontroladamente, enquanto Luiza se veste e levanta tentando se justificar.
Luiza: Nina...
Nina: Cala a boca. Sai daqui, agora.
Luiza: Mas...
Nina: Já mandei calar a boca, você é surda?
Luiza: Amiga...
Nina lança um tapa na cara de Luiza.
Nina: E aí? Vai embora ou quer levar outra dessa?
Luiza encara Nina com ódio, pega sua bolsa e sai batendo a porta. Fábio tenta controlar Maitê desequilibrada.
Fábio: Maitê, deixa eu te explicar...
Maitê: Eu não quero explicação, eu quero você fora daqui agora!
Fábio: Deixa eu te explicar, vamos conversar...
Maitê: SAI DAQUI!
Maitê grita enquanto põe a mão na cabeça
Maitê: Ahhhhhhhhhhhhh
Nina: Pai, sai, pelo amor de Deus.
Fábio: Nina, cuida dela, por favor.
Nina: Vai pai, sai.
Fábio sai preocupado com Maitê. Nina abraça a mãe, que está aos prantos.

2º Cena – Casa de Vitória – Tarde

Todos encontram-se tenso com o sequestro de Pedro.
Flávia: Eu não aguento mais esperar. Eu quero meu filho aqui, comigo.
Roberto: Calma, Flávia.
Flávia: Calma? Como calma, Roberto? Nem parece que o seu filho foi sequestrado.
Roberto: Eu sei, mas agir de cabeça quente não vai resolver nossa situação.
Flávia: Eu vou chamar a policia!
A mulher misteriosa levanta e grita.
Mulher: NÃO!
Todos viram-se para ela.
Roberto: Não?
Mulher: Por favor, não coloca a policia no meio.
Flávia: Por que? Ou melhor, qual o seu nome que até agora eu não sei?
Mulher: Meu nome é Lara e eu sei o que estou falando. Nesse momento, o Pedro ainda deve está vivo, mas se a policia entrar em jogo, o Kleber mata ele na hora.
Vitória: Kleber?
Lara: Sim, o meu ex-marido, o que sequestrou o Pedro.
Roberto: Você tem ideia de onde ele pode ter levado o Pedro?
Flávia: Claro que tem, ela deve está mancomunada com eles
Roberto: Flávia!
Lara: Deixa ela, seu Roberto. Mas eu sei sim, ele tem um...
Flávia: Um o que, minha filha, fala, desembucha!
Lara: Não sei se devo...
Roberto: Lara, presta atenção, é a vida do meu filho que está em jogo. Você pode nos levar nesse lugar?
Lara: Mas...
Flávia: Claro que pode. Ela vai nos levar agora!
Lara fica insegura

3º Cena – Zona Oeste – Casa de Luiza – Manhã

Jurema e Carol estão sentadas assistindo.
Carol: Ih mãezinha, esse programa ta mó chato hein?
Jurema: Eu não tenho culpa se essa antena da sua irmã não tem um programa legal
Carol: Que antena é essa mãezinha?
Jurema: Iscai... mas cai mesmo, toda hora o sinal cai, ta um absurdo isso aqui.
Carol: Então desliga essa Tv aí vai, vamos comer, to morrendo de fome.
Jurema: Comer o que pelo amor de Deus? Sua irmã saiu deixou nada na geladeira. Filha incompreensível essa viu.
Carol: Oxe, pois compre mãezinha. Compre aqueles ingredientes pra fazer aquele bolo lá que a senhora fazia no interior.
Jurema: Que bolo, menina?
Carol: Aquele lá, mãezinha. Temporal, chuvisco, tsunami.
Jurema: Bolo de chuva, menina, você é burra?
Carol: Esse negocio aí mesmo que a senhora faz.
Jurema: Mas tem que comprar a farinha de trigo.
Carol: Compre.
Jurema: Tô sem dinheiro.
Carol: Então faça com farinha normal mesmo, é bom que incha tudo por dentro.
Neste momento, Luiza chega em casa irritada e bate a porta.
Jurema: Oxe, que fuzuê é esse aqui?
Luiza: VAI PRA MERDA!
Luiza passa direto pro quarto e se tranca.
Jurema: Você ta vendo, minha filha? Ta vendo como é a ingrata da sua irmã?
Carol: Tô vendo, mãezinha, liga não, ela deve ta iniguinada com alguma coisa.
Jurema: Ela ta o que?
Carol: Iniguinada, mãezinha. Você é burra?
Jurema: Indignada menina. Eu hein, tu me deixe...

4º Cena – Imagens da Cidade do Rio de Janeiro – Para Noite

(Cenas ao som de Ride – Lana Del Rey)

5º Cena – Edifício Mares – Apartamento de Roger – Noite

Roger está assistindo o jornal quando a campainha toca.
Roger: Ué! Será que é o Carlos? Mas a gente se viu hoje cedo...
Roger abre a porta e dá de cara com Gustavo
Gustavo: Oi
Roger: O que você está fazendo aqui?
Gustavo: Antes de querer me enxotar daqui, quero deixar bem claro que também não faria questão de olhar nessa sua cara de novo. Mas acontece que ainda tem objetos meus que ficaram aqui.
Roger: Entra.
Gustavo entra e Roger fecha a porta.
Roger: Ta tudo lá no quarto. Favor seja rápido...
Gustavo caminha até o quarto e ao chegar encontra fotografias espalhadas pela cama de Roger. Ele pega uma fotografia da galera da faculdade onde Roger encontrasse ao seu lado.
(Flash Back)
Roger: Então, cara, tu vai dormir aqui em casa de novo, né?
Gustavo: Não posso.
Roger: Mas ainda não terminamos de fazer o trabalho.
Gustavo: Eu já dormir aqui ontem, não posso dormir de novo. Minha mãe fica sozinha.
Roger: Mas tem seu irmão, dã !
Gustavo: Mesmo assim.
Roger: Por mim, nós dois morávamos juntos.
(Fim do flash back)
Gustavo sussurra
Gustavo: Bobo
Roger chega no quarto com uma bandeja na mão.
Roger: Acabei de fazer café. Achei que talvez você quisesse...
Gustavo: Não, obrigado.
Roger: Tudo bom então...
Começa a chover forte
Gustavo: Droga! Como vou pra casa agora?
Ele diz olhando pela janela
Roger: Olha, por mais chateado que esteja com você, não seria estupido em deixar você sair na chuva. Se quiser, pode dormir aqui hoje.
Gustavo: Jamais... Eu vou embora agora.
Roger: Mas e suas coisas?
Gustavo: Deixa, eu pego outro dia.
Falta energia.
Gustavo: Era só o que me faltava...
Roger ascende à lanterna do celular que estava em seu bolso.
Roger: Bom, né por nada não, mas além de pegar a estrada na chuva, você vai ter que descer de escada, pois sem energia o elevador não funciona.
Ele ilumina o rosto de Gustavo, o qual está meio risonho com a situação.
(Começa a tocar: Falando Sério – Claudia Leitte)

6º Cena – Edifício Beira Mar  - Apartamento de Nina – Noite

Nina chega na sala trazendo uma xicara de chá. Maitê está chorando no sofá.
Nina: Mãe, não fica assim. Olha, trouxe chá pra a senhora se acalmar.
Maitê: Eu não merecia isso minha filha, não merecia.
Ela pega o chá das mãos de Nina.
Nina: Eu também não esperava isso do papai, logo ele que sempre foi tão correto.
Maitê: Sonso... Seu pai vivia me traindo.
Nina: Mas agora é a hora de você dar a volta por cima e não se deixar abater.
Maitê: Eu vou tentar, minha princesa.
Nina: Assim que eu gosto. Olha, vou lá embaixo ver o Beto.
Maitê: Você ainda está com esse favel...
Nina: Epa!
Maitê: Mas ele...
Nina: Mãe, não fala nada, por favor. Eu estou sim com o Beto, eu amo ele. E não importa se ele é pobre ou não. Ele é o amor da minha vida.
Maitê fica calada.

7º Cena – Interior – Fazenda – Noite

O carro de Roberto estaciona no meio da estrada.
Lara: É aqui.
Roberto: Você tem certeza?
Lara: Sim, é naquela fazenda ali
Lara aponta.
Flávia: Então vamos pra lá logo.
Lara: Não!
Flávia: Porque não?
Lara: Não podemos chegar dessa forma.
Vitória: A Lara tem razão gente.
Miller: Eu também acho que ela está certa.
Lara: Aquela parece ser uma simples fazenda, mas não é.
Flávia se apavora
Flávia: Como assim? Do que você está falando?
Lara: O Klebe aprisiona crianças e jovens nessa fazenda. Ele faz isso porque ela fica bem escondida, no meio do mato.
Roberto: Então tem mais pessoas além do meu filho ali?
Lara: Sim!
Vitória: Mas o que ele faz com essas pessoas?
Lara: Ele mantem elas ali para depois serem levada pro exterior.
Flávia: NÃO, MEU FILHO NÃO VAI PRO EXTERIOR!  
Roberto: Flávia, calma.
Miller: Mas, o que essas crianças vão fazer no exterior?
Lara: Eles matam elas, retira os órgãos, depois vendem.
Todos se apavoram.
Vitória: Então quer dizer que...
Lara: Sim, esse é o famoso trafico de órgãos humano.
Close no rosto deles, apavorados.

Corta Para:
8º Cena – Edifício Beira Mar – Apartamento de Vera – Noite.

Nina chega no apartamento
Nina: Olá, pessoas.
Vera: Nina, que bom te ver.
Nina: Tudo bom dona Vera?
Vera: Tudo ótimo minha querida.
Beto chega na sala.
Beto: Nina!
Nina: Beto, meu amor
Eles se abraçam e beijam-se no rosto.
Nina: Tudo bom , lindo?
Beto: Não.
Nina: Não?
Vera: Pois é, minha filha. Desde que nos encontramos no elevador que ele está assim.
Nina: O que está acontecendo Beto?
Beto: Aquela moça...
Nina: Minha mãe?
Beto: Bonita... Loira...
Vera: É ela sim.
Nina: O que tem ela?
Beto: A paulada...
Nina: O dia que te acertaram na cabeça, né?
Beto: Sim... Aquela moça.
Vera: Nina, acho que ele está lembrando.
Nina: Então, foi ela quem te acertou?
Beto encara Nina com medo.
Vera: Então filho, pode falar. Foi a mãe da Nina?
Nina: Fala Beto, foi ela?
Ele continua mudo e assustado

Congela em Beto assustado.

(Gancho ao som: Céu – 10 contados) 
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