1º Cena – Edifício Beira Mar –
Apartamento de Nina – Tarde
Maitê: QUE
DIAAAAAAAAAABOS É ISSO FÁBIO?!
Close no rosto
de Fábio e Luiza
Maitê:
VAGABUNDA!
Maitê
tenta avançar em Luiza, mas Fábio toma a frente.
Fábio: Maitê,
calma!
Maitê: Eu vou
te matar, seu filho da puta!
Maitê
começa a bater em Fábio descontroladamente, enquanto Luiza se veste e levanta
tentando se justificar.
Luiza:
Nina...
Nina: Cala a
boca. Sai daqui, agora.
Luiza: Mas...
Nina: Já
mandei calar a boca, você é surda?
Luiza:
Amiga...
Nina lança
um tapa na cara de Luiza.
Nina: E aí?
Vai embora ou quer levar outra dessa?
Luiza
encara Nina com ódio, pega sua bolsa e sai batendo a porta. Fábio tenta
controlar Maitê desequilibrada.
Fábio: Maitê,
deixa eu te explicar...
Maitê: Eu não
quero explicação, eu quero você fora daqui agora!
Fábio: Deixa
eu te explicar, vamos conversar...
Maitê: SAI
DAQUI!
Maitê grita
enquanto põe a mão na cabeça
Maitê:
Ahhhhhhhhhhhhh
Nina: Pai,
sai, pelo amor de Deus.
Fábio: Nina,
cuida dela, por favor.
Nina: Vai
pai, sai.
Fábio sai
preocupado com Maitê. Nina abraça a mãe, que está aos prantos.
2º Cena – Casa de Vitória – Tarde
Todos
encontram-se tenso com o sequestro de Pedro.
Flávia: Eu
não aguento mais esperar. Eu quero meu filho aqui, comigo.
Roberto:
Calma, Flávia.
Flávia:
Calma? Como calma, Roberto? Nem parece que o seu filho foi sequestrado.
Roberto: Eu
sei, mas agir de cabeça quente não vai resolver nossa situação.
Flávia: Eu
vou chamar a policia!
A mulher
misteriosa levanta e grita.
Mulher: NÃO!
Todos
viram-se para ela.
Roberto: Não?
Mulher: Por
favor, não coloca a policia no meio.
Flávia: Por
que? Ou melhor, qual o seu nome que até agora eu não sei?
Mulher: Meu
nome é Lara e eu sei o que estou falando. Nesse momento, o Pedro ainda deve
está vivo, mas se a policia entrar em jogo, o Kleber mata ele na hora.
Vitória:
Kleber?
Lara: Sim, o
meu ex-marido, o que sequestrou o Pedro.
Roberto: Você
tem ideia de onde ele pode ter levado o Pedro?
Flávia: Claro
que tem, ela deve está mancomunada com eles
Roberto:
Flávia!
Lara: Deixa
ela, seu Roberto. Mas eu sei sim, ele tem um...
Flávia: Um o
que, minha filha, fala, desembucha!
Lara: Não sei
se devo...
Roberto:
Lara, presta atenção, é a vida do meu filho que está em jogo. Você pode nos
levar nesse lugar?
Lara: Mas...
Flávia: Claro
que pode. Ela vai nos levar agora!
Lara fica
insegura
3º Cena – Zona Oeste – Casa de Luiza –
Manhã
Jurema e
Carol estão sentadas assistindo.
Carol: Ih
mãezinha, esse programa ta mó chato hein?
Jurema: Eu
não tenho culpa se essa antena da sua irmã não tem um programa legal
Carol: Que
antena é essa mãezinha?
Jurema:
Iscai... mas cai mesmo, toda hora o sinal cai, ta um absurdo isso aqui.
Carol: Então
desliga essa Tv aí vai, vamos comer, to morrendo de fome.
Jurema: Comer
o que pelo amor de Deus? Sua irmã saiu deixou nada na geladeira. Filha
incompreensível essa viu.
Carol: Oxe,
pois compre mãezinha. Compre aqueles ingredientes pra fazer aquele bolo lá que
a senhora fazia no interior.
Jurema: Que
bolo, menina?
Carol: Aquele
lá, mãezinha. Temporal, chuvisco, tsunami.
Jurema: Bolo
de chuva, menina, você é burra?
Carol: Esse
negocio aí mesmo que a senhora faz.
Jurema: Mas
tem que comprar a farinha de trigo.
Carol:
Compre.
Jurema: Tô
sem dinheiro.
Carol: Então
faça com farinha normal mesmo, é bom que incha tudo por dentro.
Neste
momento, Luiza chega em casa irritada e bate a porta.
Jurema: Oxe,
que fuzuê é esse aqui?
Luiza: VAI
PRA MERDA!
Luiza
passa direto pro quarto e se tranca.
Jurema: Você
ta vendo, minha filha? Ta vendo como é a ingrata da sua irmã?
Carol: Tô
vendo, mãezinha, liga não, ela deve ta iniguinada com alguma coisa.
Jurema: Ela
ta o que?
Carol:
Iniguinada, mãezinha. Você é burra?
Jurema:
Indignada menina. Eu hein, tu me deixe...
4º Cena – Imagens da Cidade do Rio de
Janeiro – Para Noite
(Cenas ao som
de Ride – Lana Del Rey)
5º Cena – Edifício Mares – Apartamento
de Roger – Noite
Roger está
assistindo o jornal quando a campainha toca.
Roger: Ué!
Será que é o Carlos? Mas a gente se viu hoje cedo...
Roger abre
a porta e dá de cara com Gustavo
Gustavo: Oi
Roger: O que
você está fazendo aqui?
Gustavo:
Antes de querer me enxotar daqui, quero deixar bem claro que também não faria
questão de olhar nessa sua cara de novo. Mas acontece que ainda tem objetos
meus que ficaram aqui.
Roger: Entra.
Gustavo
entra e Roger fecha a porta.
Roger: Ta
tudo lá no quarto. Favor seja rápido...
Gustavo
caminha até o quarto e ao chegar encontra fotografias espalhadas pela cama de
Roger. Ele pega uma fotografia da galera da faculdade onde Roger encontrasse ao
seu lado.
(Flash Back)
Roger: Então,
cara, tu vai dormir aqui em casa de novo, né?
Gustavo: Não
posso.
Roger: Mas
ainda não terminamos de fazer o trabalho.
Gustavo: Eu
já dormir aqui ontem, não posso dormir de novo. Minha mãe fica sozinha.
Roger: Mas
tem seu irmão, dã !
Gustavo:
Mesmo assim.
Roger: Por
mim, nós dois morávamos juntos.
(Fim do flash back)
Gustavo
sussurra
Gustavo: Bobo
Roger
chega no quarto com uma bandeja na mão.
Roger: Acabei
de fazer café. Achei que talvez você quisesse...
Gustavo: Não,
obrigado.
Roger: Tudo
bom então...
Começa a
chover forte
Gustavo:
Droga! Como vou pra casa agora?
Ele diz
olhando pela janela
Roger: Olha,
por mais chateado que esteja com você, não seria estupido em deixar você sair
na chuva. Se quiser, pode dormir aqui hoje.
Gustavo:
Jamais... Eu vou embora agora.
Roger: Mas e
suas coisas?
Gustavo:
Deixa, eu pego outro dia.
Falta
energia.
Gustavo: Era
só o que me faltava...
Roger
ascende à lanterna do celular que estava em seu bolso.
Roger: Bom,
né por nada não, mas além de pegar a estrada na chuva, você vai ter que descer
de escada, pois sem energia o elevador não funciona.
Ele
ilumina o rosto de Gustavo, o qual está meio risonho com a situação.
(Começa a
tocar: Falando Sério – Claudia Leitte)
6º Cena – Edifício Beira Mar - Apartamento de Nina – Noite
Nina: Mãe,
não fica assim. Olha, trouxe chá pra a senhora se acalmar.
Maitê: Eu não
merecia isso minha filha, não merecia.
Ela pega o
chá das mãos de Nina.
Nina: Eu
também não esperava isso do papai, logo ele que sempre foi tão correto.
Maitê:
Sonso... Seu pai vivia me traindo.
Nina: Mas
agora é a hora de você dar a volta por cima e não se deixar abater.
Maitê: Eu vou
tentar, minha princesa.
Nina: Assim
que eu gosto. Olha, vou lá embaixo ver o Beto.
Maitê: Você
ainda está com esse favel...
Nina: Epa!
Maitê: Mas
ele...
Nina: Mãe,
não fala nada, por favor. Eu estou sim com o Beto, eu amo ele. E não importa se
ele é pobre ou não. Ele é o amor da minha vida.
Maitê fica
calada.
7º Cena – Interior – Fazenda – Noite
O carro de
Roberto estaciona no meio da estrada.
Lara: É aqui.
Roberto: Você
tem certeza?
Lara: Sim, é
naquela fazenda ali
Lara
aponta.
Flávia: Então
vamos pra lá logo.
Lara: Não!
Flávia:
Porque não?
Lara: Não
podemos chegar dessa forma.
Vitória: A
Lara tem razão gente.
Miller: Eu
também acho que ela está certa.
Lara: Aquela
parece ser uma simples fazenda, mas não é.
Flávia se
apavora
Flávia: Como
assim? Do que você está falando?
Lara: O Klebe
aprisiona crianças e jovens nessa fazenda. Ele faz isso porque ela fica bem
escondida, no meio do mato.
Roberto:
Então tem mais pessoas além do meu filho ali?
Lara: Sim!
Vitória: Mas
o que ele faz com essas pessoas?
Lara: Ele
mantem elas ali para depois serem levada pro exterior.
Flávia: NÃO,
MEU FILHO NÃO VAI PRO EXTERIOR!
Roberto:
Flávia, calma.
Miller: Mas,
o que essas crianças vão fazer no exterior?
Lara: Eles
matam elas, retira os órgãos, depois vendem.
Todos se
apavoram.
Vitória:
Então quer dizer que...
Lara: Sim,
esse é o famoso trafico de órgãos humano.
Close no
rosto deles, apavorados.
8º Cena – Edifício Beira Mar –
Apartamento de Vera – Noite.
Nina chega
no apartamento
Nina: Olá,
pessoas.
Vera: Nina,
que bom te ver.
Nina: Tudo
bom dona Vera?
Vera: Tudo
ótimo minha querida.
Beto chega
na sala.
Beto: Nina!
Nina: Beto,
meu amor
Eles se
abraçam e beijam-se no rosto.
Nina: Tudo
bom , lindo?
Beto: Não.
Nina: Não?
Vera: Pois é,
minha filha. Desde que nos encontramos no elevador que ele está assim.
Nina: O que
está acontecendo Beto?
Beto: Aquela
moça...
Nina: Minha
mãe?
Beto:
Bonita... Loira...
Vera: É ela
sim.
Nina: O que
tem ela?
Beto: A
paulada...
Nina: O dia
que te acertaram na cabeça, né?
Beto: Sim...
Aquela moça.
Vera: Nina,
acho que ele está lembrando.
Nina: Então,
foi ela quem te acertou?
Beto
encara Nina com medo.
Vera: Então
filho, pode falar. Foi a mãe da Nina?
Nina: Fala
Beto, foi ela?
Ele
continua mudo e assustado
Congela
em Beto assustado.
(Gancho ao som: Céu – 10 contados)
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